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11/04/2011

Rapidinhas: Bovespa, Medidas Economicas, Portugal

As ações da MMX Mineração (MMXM3) acumularam a maior alta do Ibovespa na semana que passou com valorização de 9,9%. Segundo os analistas gráficos as ações da empresa romperam uma importante resistência que depois foi utilizada como suporte aos preços, o que daria mais confiança a essa alta.

Já as ações da Cosan (CSAN3) não resistiram às mudanças sugeridas pelo governo no setor produtivo de etanol e possível aumento no imposto de exportação do açúcar, e acabaram registrando as maiores perdas da semana no índice Ibovespa com queda de 8,7% no período.

Com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações a crédito para o consumidor, o setor bancário na Bolsa foi o mais atingido no pregão de sexta-feira. Mas os analistas acreditam que este movimento é passageiro. Eles entendem que o aumento do IOF não irá impactar dramaticamente o nível do consumo do país.
No entanto, Guido Mantega já afirmou que o governo tem mais cartas na manga caso o consumo não arrefeça e traga consigo a queda da inflação.
Mantega ainda ameaçou novas medidas cambiais caso a valorização do Real não reverta no médio prazo. A moeda norte-americana fechou em queda, cotada a R$ 1,57 na sexta-feira.

Segundo o Ministro o governo não permitirá bolhas no mercado financeiro, imobiliário e de capitais.

Os contratos futuros de petróleo (NYMEX:CLK11) fecharam em alta no mercado internacional na sexta-feira. Em Nova Iorque o barril fechou cotado a US$ 112,79 alta de mais de 2%.

A União Européia irá contribuir com 80 bilhões de Euros, aproximadamente R$ 180 bilhões, para o fundo de auxílio financeiro a Portugal.

A China registrou déficit comercial de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre deste ano. Isso mostra que o mercado interno da China está se tornando uma alternativa viável às exportações.

A NYSE Euronext rejeitou a oferta recente feita pela Nasdaq OMX e ICE. A NYSE pretende se unir com a Deutsche Boerse. A NYSE Euronext entende que mesmo com a oferta menor feita pela Deutsche Boerse, a união das duas bolsas irá gerar mais valor aos acionistas no longo prazo.

08/04/2011

Rapidinhas: Bovespa, Cambio, Economia Mundial, Impostos, Petroleo

Ontem à noite Guido Mantega, Ministro da Fazenda, anunciou que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de operações a crédito para pessoas físicas aumentará em 100%, passando para 3%.
Crédito a empresas e para investimentos estão fora do reajuste.
O objetivo da medida é claro: combater a inflação atingindo o consumo. Caso a inflação desacelere o governo poderá rever o reajuste do IOF.

As ações da Cosan (CSAN3) sofreram as maiores perdas do Ibovespa ontem, com queda de 4,84%.
Os investidores estão receosos com a nova regulação na produção do etanol e um possível aumento no imposto de exportação do açúcar.

As medidas anunciadas na quarta-feira pelo governo brasileiro para tentar conter a valorização do Real não surtiram efeito.
Ontem o Dólar fechou cotado a R$ 1,58, queda de 1,9% e menor valor desde agosto de 2008.

O crédito ao consumidor norte-americano surpreendeu os analistas e veio acima do esperado em fevereiro, mostrando mais um sinal da recuperação da economia dos EUA.

Um novo terremoto atingiu o Japão ontem medindo 7,1 graus na escala Richter. Apesar do susto não houve grandes prejuízos e as usinas nucleares do país, inclusive a de Fukushima, não sofreram abalos graves.

O FMI acredita que a cotação atual do barril de petróleo deverá permanecer em alta pelo menos no curto prazo. Ontem o barril de petróleo fechou em alta em Nova Iorque, cotado acima de US$ 110.

IOF no crédito à pessoa física dobra de 1,5% para 3% ao ano, diz Fazenda

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda esclareceu que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incidirá sobre operações de crédito à pessoa física a partir desta sexta-feira será de 3% ao ano, e não ao mês. Os assessores disseram que o ministro Guido Mantega se equivocou ao dar a informação, em São Paulo, de que a taxa seria ao mês.

A nova alíquota do IOF corresponde a 0,0082% ao dia. Até hoje, as operações de crédito à pessoa física pagavam IOF de 1,5% ao ano, o equivalente a uma taxa diária de 0,0041%.
Em pronunciamento feito em São Paulo, Mantega disse que a medida visa ajudar a trazer a inflação ao patamar adequado. Ele acrescentou que tal iniciativa é regulatória, ou seja, pode ser retirada a partir da normalização da oferta de crédito.
A medida foi anunciada no mesmo dia da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial, que em março teve uma variação de 0,79%. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 6,30%, o que ameaça o teto da meta proposta pelo governo, que é de 6,5%. O centro da meta é ainda menor:  4,5%.
Aumentando o custo do crédito, o governo espera reduzir o consumo e aliviar a inflação. A alta de preços ocorre quando há muita procura por produtos e menos quantidade para atender a essa necessidade.

Fonte: Uol Economia

03/12/2010

BC altera regras para concessão de crédito por parte dos bancos

O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional divulgaram nesta sexta-feira (3) novas regras para operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses.
Segundo as medidas, o requerimento de capital das instituições financeiras aumentará dos atuais 11% para 16,5% do valor da operação, devido ao aumento do FPR (Fator de Ponderação de Risco) de 100% para 150%.
Em linhas gerais, a correção pode diminuir a oferta de crédito. A regra também se aplica ao crédito consignado, porém para financiamentos com prazos superiores a 36 meses.
Financiamento de veículos
O aumento do requerimento de capital das instituições financeiras incidirá sobre as operações de financiamento de veículos ou arrendamento mercantil de veículos nas seguintes situações.
  • Prazo entre 24 e 36 meses: quando o valor da entrada for inferior a 20% do valor do bem.
  • Prazo entre 36 e 48 meses: quando o valor da entrada for inferior a 30% do valor do bem.
  • Prazo entre 48 e 60 meses: quando o valor da entrada for inferior a 40% do valor do bem.
Outras operações de crédito
De acordo com o BC, o aumento do fator de risco não se aplica às operações de crédito rural, às operações de crédito habitacional e ao financiamento ou arrendamento mercantil de veículos de carga.

Fonte: InfoMoney