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12/06/2011

Aluguel em praia de SP durante feriado chega a R$ 1.300 por dia

A diária para alugar um imóvel no litoral paulista durante o feriado de Corpus Christi vai de R$ 100 a R$ 1.300, mostra estudo divulgado nesta sexta-feira pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo). A pesquisa consultou 45 imobiliárias de 10 cidades litorâneas.

O menor preço foi encontrado para locação de apartamento do tipo quitinete ou em casa de dois cômodos em cidades da faixa central do litoral paulista, como Santos e Guarujá. O maior foi registrado também nessas cidades, em um apartamento de quatro dormitórios.

Segundo a pesquisa, em imóveis desse tamanho, os proprietários usualmente limitam o número de ocupantes, sendo mínimo de 8 e máximo de 20 pessoas. Nas quitinetes são admitidas até oito.

O Creci aponta ainda que os donos dos imóveis preferem que as locações sejam por período, não por dia. Os pacotes de locação variam de acordo com o tipo de imóvel. Para as casas, vão de 4 a 10 dias. No caso de apartamentos, de 4 a 7 dias.

"Tanto os valores das diárias quanto os períodos podem ser negociados, e os corretores têm exatamente esse papel, de fazer a ponte e a negociação entre os interessados na locação e os donos de imóveis", afirma o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto.

MAIS BARATO

Segundo o Creci, a maioria das diárias está mais barata neste feriado na comparação com o Carnaval. Em 19 tipos de imóveis pesquisados, 15 estão com preço do aluguel menor e outros quatro com maior.

A diária de locação que mais baixou entre o Carnaval e Corpus Christi foi a de apartamentos de quatro dormitórios situados nas cidades do litoral central. A diária média era de R$ 1.466,67 e atualmente está em R$ 475, queda de 67,6%.

Já a diária que mais subiu foi a de casas de um dormitório situadas no litoral sul, com alta de 84,2%. Neste caso, o valor médio era R$ 190 e hoje é de R$ 350.

Fonte: Folha.com

Comprar imóvel novo dando usado de entrada pode ser bom negócio?

Com o crescimento da economia nacional, o consequente aumento da renda da população e a diminuição do desemprego, os especialistas concordam que o mercado imobiliário ainda está aquecido. Entretanto, com tantos lançamentos disponíveis, as construtoras têm, muitas vezes, de oferecer condições especiais para atrair o cliente para determinado empreendimento.

Uma das opções oferecidas por algumas construtoras é aceitar um imóvel usado como parte do pagamento. Entretanto, para especialistas na área imobiliária, do ponto de vista financeiro, essa pode não ser a melhor opção já que, assim como acontece no mercado de veículos, a avaliação do preço do usado pode ficar abaixo do que o vendedor conseguiria se vendesse no mercado.

“É bem provável que o preço pago pela construtora seja inferior ao que a pessoa conseguiria vendendo o imóvel no mercado”, afirma o vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), Luiz Roberto Calado.

Por isso, ele aponta que, na maioria dos casos, é mais vantajoso tentar vender o imóvel usado antes e utilizar o valor para pagar uma parte do novo imóvel.

Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em muitos casos, pode ser que a transação não seja tão desvantajosa e, para exemplificar, ele compara com uma transação recente que fez de veículos. “Comprei um carro novo e, na troca pelo usado, pagaram R$ 3 mil a menos do que eu estava pedindo. Entretanto, esses mesmos R$ 3 mil foram dados de desconto no veículo novo”, afirma.

Grande oferta
De acordo com os especialistas, as construtoras costumam aceitar este tipo de negociação quando existe uma oferta grande de imóveis no estoque.

“Não é sempre que as construtoras aceitam imóveis usados como parte do pagamento. Ultimamento, temos visto que já existe uma dificuldade maior das construtoras de vender todos os lançamentos, diferente do que aconteceu nos últimos dois anos. Assim, algumas delas aceitam imóveis usados como parte do pagamento para vender mais rapidamente”, afirma o vice-presidente do Ibef.

O economista do Secovi-SP concorda. “Não acredito que esse tipo de negociação seja uma tendência, porque o negócio do incorporador imobiliário é a liquidez e, quando o imóvel usado é aceito como parte do pagamento, parte do preço fica preso em um ativo de liquidez incerta. Mas em momentos em que existe uma grande oferta e certa dificuldade de vender, é um bom negócio para as construtoras”, afirma Petrucci.

Fonte: Uol

02/03/2011

Setor imobiliário em queda: O que esperar para as empresas do setor

Os investidores reagiram mal ao anúncio de cortes no programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal como parte da contenção de custos para este ano. Na bolsa as ações de construtoras caíram fortemente na expectativa de uma redução na demanda por novas moradias de baixa renda, segmento que o setor está apostando alto. No entanto os analistas estão confortáveis em se posicionar nos papéis de construtoras. Na visão deles o mercado exagerou. O motivo é que os valores destinados à habitação este ano serão maiores do que os do ano passado. O governo apenas reduziu a projeção dos investimentos no programa, ou seja, serão construídos mais imóveis este ano do que em 2010, mas menos do que o esperado. Entretanto os analistas recomendam que o investidor fique atento à taxa de juros e inflação no país. Hoje sai o anúncio da nova taxa Selic. Os economistas aguardam um aumento de 0,50% na taxa anual. Compradores de imóveis financiados são sensíveis a mudanças nas taxas de juros e reajustes inflacionários. No médio prazo se o custo para financiamento dos imóveis aumentar poderá haver um impacto na demanda por novas moradias.

Fonte: Advfn

24/02/2011

Rapidinhas: Bovespa, Resultados Corporativos, Mercado Imobiliario

O presidente do banco Itaú Unibanco, Roberto Setubal, não acredita que o Brasil esteja destinado a ter uma crise no setor imobiliário nos moldes do acontecido em 2008 nos EUA, a crise do sub-prime. O executivo avaliou que em países desenvolvidos o crédito imobiliário representa em torno de 30% do PIB, enquanto no Brasil não passa de 5%, ou seja, ainda há muito espaço para crescimento.
A menção ao assunto foi uma resposta indireta a um artigo publicado no jornal britânico Financial Times alertando sobre a possibilidade de uma crise no setor imobiliário nacional, por conta das altas taxas de crescimento dos empréstimos bancários dessa modalidade associado um resfriamento da economia brasileira em 2011.

Mesmo com todos os problemas enfrentados no ano passado, como as reduções nas vendas e aumentos nos custos de matérias-primas, a Usiminas conseguiu aumentar em quase 25% os lucros líquidos em 2010: R$ 1,58 bilhão.

Os lucros líquidos da Gol Linhas Aéreas Inteligentes despencaram 67% na comparação anual entre trimestres. Os últimos três meses de 2010 renderam à companhia apenas R$ 132,2 milhões, grande contraste na comparação anual. A Gol continua como uma das maiores companhias aéreas nacionais e já atendeu em 10 anos de atividade mais de 160 milhões de passageiros.

A WEG sofreu um pouco o ano passado ao alterar a matriz de produtos que fabrica. A valorização do Real também prejudicou a companhia que exporta a maior parte de seus produtos. A empresa lucrou R$ 533 milhões em 2010, queda de 4,7% na comparação anual.

A Natura registrou alta de 8,8% nos lucros líquidos acumulados no ano de 2010. Ao total R$ 744 milhões foram gerados pelas operações da companhia. A receita total foi de R$ 5,1 bilhões alta de 21% na comparação anual.

O Estado do Rio de Janeiro irá conceder a licença ambiental necessária para a construção do Porto do Açu, o chamado super porto de Eike Batista. O complexo vai contar com a presença de diversos outros empreendimentos além do porto em si. Estão previstos ainda a construção de um estaleiro e de uma geradora a gás natural. A PortX Operações Portuárias, de Eike Batista, e negociada na bolsa teve alta de 7,29% no dia.

20/12/2010

Caixa lança cartão para substituir fiador nos contratos de locação residencial

A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira o Cartão Aluguel, uma alternativa na locação de imóveis residenciais ao fiador, ao depósito caução e ao seguro-fiança.
O projeto piloto começa nesta semana em quatro imobiliárias de Goiás e de São Paulo. A previsão é chegar a todo o Brasil em fevereiro.
O inquilino que optar pelo produto vai receber um cartão de crédito para quitar o aluguel todos os meses. Se atrasar o pagamento, não haverá transtornos para o proprietário da moradia já que o valor será repassado pelo banco e depois cobrado com juros ao locatário.
O cartão será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa e o cliente terá dois limites, sendo um exclusivamente para o aluguel e, o outro, do rotativo, para o pagamento de compras em estabelecimentos comerciais. O produto será comercializado exclusivamente nas imobiliárias credenciadas pela Caixa e também nas redes de agências do banco em todo o país.
A instituição financeira inicia nesta semana o cadastramento das imobiliárias que receberão o cartão aluguel.
EM EXPANSÃO
O seguro-fiança vem ganhando espaço no mercado de locação, mas ainda esbarra no valor alto. A despesa extra em um ano pode ultrapassar o valor do aluguel de um mês, dependendo da cobertura contratada, que pode englobar também danos ao imóvel e pintura. Há inquilinos que não conseguem encontrar um fiador e locadores que não consideram o depósito caução vantajoso porque cobre apenas três meses de atraso no pagamento do aluguel.
O mercado de locação residencial segue aquecido. Na capital paulista, os contratos novos assinados em novembro tiveram aumento médio de 1,6% em relação aos valores negociados em outubro. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo atinge 12,9%, segundo os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta segunda-feira.

Fonte: Folha

27/06/2007

Mercado imobiliário dos EUA traz risco global, alerta BIS

A economia mundial deve continuar tendo um desempenho positivo neste ano e em 2008, mas está diante de "riscos significativos de curto prazo", entre eles o impacto do esfriamento do mercado imobiliário dos Estados Unidos, que pode ser acentuado pelos recentes problemas no setor de hipotecas subprime. Essa é a avaliação do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla inglês), cujo encontro anual foi encerrado hoje na Basiléia, Suíça.

"A expansão econômica, cuja base é abrangente, deve continuar em 2007 e 2008 num ritmo mais lento do que em 2006", avalia o banco central dos bancos centrais em seu relatório anual. "Espera-se que a inflação seja aliviada com a moderação do crescimento e a estabilização dos preços do petróleo." Segundo o BIS, muitos aspectos do cenário macroeconômico continuam positivos. "As condições de financiamento permanecem no geral favoráveis para o crescimento. O desemprego tem caído nas principais economias avançadas e emergentes", diz o documento. "Talvez mais fundamental, a aparente transição suave no balanço do crescimento nas diferentes regiões nos últimos trimestres pode sustentar a visão de que a economia mundial se tornou mais flexível e resistente."

Mas o BIS salienta que os riscos para esse cenário benigno não podem ser menosprezados. "O impacto total da queda no mercado imobiliário dos Estados Unidos talvez ainda não tenha sido sentido", afirma o texto. "As recentes dificuldades no mercado de hipotecas subprime poderiam muito bem aprofundar a desaceleração no mercado imobiliário através da venda forçada de casas e efeitos adversos na oferta de crédito."

Contágio

Embora a Europa e a Ásia pareçam "um pouco menos dependentes" do crescimento norte-americano do que há alguns anos, "persistem dúvidas sobre a robustez do crescimento do consumo em algumas grandes economias". Além disso, observa o BIS, as possibilidades de contágio associadas às novas conexões financeiras e comerciais no mundo ainda não são bem entendidas. "E um desaquecimento econômico poderia fortalecer o protecionismo", afirma o relatório.

Para o BIS, a perspectiva da inflação continua incerta. "Os preços de energia e de outras commodities voltaram a subir desde o início de 2007", disse. "Além disso, pressões inflacionárias básicas ainda são visíveis nas grandes economias, e ainda não está claro se a projetada moderação no crescimento será suficiente para reduzir significativamente essas pressões." A avaliação do impacto dos salários crescentes sobre a inflação poderá representar "um desafio" para os bancos centrais do países industrializados mais avançados.

O BIS argumenta que a situação macroeconômica global vai também depender de como os mercados financeiros vão se ajustar ao noticiário. "Um desaquecimento econômico mais profundo do que o previsto nos Estados Unidos, e preocupações sobre a sustentabilidade da forte expansão em outros lugares, poderiam causar a alta dos prêmios de risco", diz o documento. "Da mesma forma, qualquer percepção de que a inflação não está sob controle poderia causar uma reprecificação dos riscos."

O BIS ressalta que os dois casos de forte volatilidade nos mercados financeiros ocorridos entre maio e junho de 2006 e em fevereiro deste ano servem como uma alerta de que "surpresas negativas relacionadas tanto à inflação como ao crescimento" podem desestabilizar os mercados. "Embora nessas duas ocasiões não tenha ocorrido um contágio da economia real, tal impacto não pode ser descartado no futuro", afirma o texto.

Fonte: Portal Exame