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29/09/2010

Novos temas: sustentabilidade e reciclagem.

Decidi incluir o assunto sustentabilidade e reciclagem aqui no blog, pois são 2 assuntos muito importantes hoje em dia, e não existem muitas informações sobre os temas, que são ignorados por muitas pessoas no dia a dia.
Eu já havia iniciado um blog sobre o assunto a 3 anos atrás junto com outra pessoa, mas acabou sendo deixado de lado, então peguei algumas notícias que postamos na época e trouxe para cá, mesmo sendo antigas, tem conteúdo interessante e importante.

Além da importância dos temas para o futuro da humanidade, são temas que podem gerar grandes oportunidades de investimento, e eu pretendo abordar essa parte. Cada dia que passa, mais e mais negócios são criados focados em reciclagem e sustentabilidade.

Em breve, mais novidades.

Reciclagem de Óleo de Cozinha

Por que reciclar?
Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade para poluir cerca de um milhão de litros de água. Isto é equivalente à quantidade que uma pessoa consome em aproximadamente 14 anos de vida. Além disso, essa contaminação encarece o processo e prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água. O acúmulo de óleos e gorduras nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. Para retirar o produto e desentupir os encanamentos são empregados produtos químicos altamente tóxicos, o que acaba criando uma cadeia perniciosa. Fora da rede de esgoto, a presença de óleos nos rios cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo assim, a base da cadeia alimentar aquática e contribui para a ocorrência de enchentes.
Como reciclar?
Neste contexto, já é possível identificar algumas iniciativas para reciclagem de óleo comestível usado no Brasil, como é o caso da ONG Ação Triângulo, de Santo André, São Paulo, onde é realizado um trabalho de conscientização ambiental e reciclagem por meio da campanha “Limpe sua Casa, Recicle Óleo de Cozinha” feita porta a porta por agentes ambientais treinados na própria instituição. Neste caso, o óleo vai para uma usina, montada na própria sede da Ação Triângulo e lá, por meio de um trabalho de inclusão social, jovens de comunidades de baixa renda transformam o óleo vegetal usado em sabão e sabonete.
Ainda procurando minimizar o impacto do descarte de óleo comestível usado no meio ambiente existem, atualmente, programas que apóiam a reciclagem deste óleo para a sua transformação em biodiesel. A fim de se evitar a contaminação do Meio Ambiente e gerar trabalho e energia, surgiram as Estações de Reciclagem que coletam o óleo de cozinha usado. O programa "Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever", por exemplo, a partir do dia 1º de junho, começou a receber óleo de cozinha para reciclagem.
O óleo deve ser guardado pelos consumidores em garrafas pet, e os clientes receberão a orientação sobre o passo a passo do armazenamento do resíduo em material específico, amplamente divulgado nas lojas participantes. Entre as indicações estão: aguardar o esfriamento do óleo e armazená-lo em uma garrafa plástica de 2 litros e, se possível, transparente. Tampar bem e depositá-la no coletor marrom indicado para essa finalidade.
Diferentemente de outros processos de reciclagem de óleo que transformam o material em detergente (sabão ou sabonete), neste caso o óleo é encaminhado às cooperativas recicladoras de lixo cumprindo também uma função social, com geração de trabalho e renda. Das cooperativas, o material segue para uma empresa especializada e credenciada para ser transformado em biocombustível (biodiesel). Com isso, além de conduzir o óleo vegetal de volta ao sistema produtivo, a ação evita a extração de combustíveis fosseis, não renováveis.
O Governo Federal objetiva, com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), a produção e uso deste combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais. Esse combustível renovável permite a economia com a importação de petróleo e óleo diesel e reduz a poluição ambiental, além de gerar alternativas de empregos e, assim, promover a inclusão social.
Participe você também! Para reciclagem do óleo, armazene-o, após frio, em uma garrafa plástica de 2 litros e, se possível, transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor indicado para essa finalidade.
Fonte: www.rgnutri.com.br

Reciclagem de óleo de frituras

O óleo reciclado é quase todo destinado às empresas fabricantes de massas para vidro. A sobra é usada para testes em motores movidos a biodiesel

Uma receita positiva está sendo posta em prática desde abril passado, na cidade paulista de Americana, onde o Sindicato dos Condomínios do Estado de São Paulo (Sindicond) implantou o piloto de um projeto de reciclagem do óleo de frituras. Aquele resto da frigideira que, inadvertidamente, a maioria despejava na pia sem os cuidados necessários agora é reaproveitada com ganhos visíveis para todos.

A empresa responsável pela reciclagem cuida também da coleta. São 205 condomínios envolvidos no programa, nos quais residem cerca de 14 mil famílias. Em cada um deles foi colocado um tambor de 60 litros, para o depósito do óleo usado. Após o tratamento, as impurezas são levadas para o aterro sanitário de Paulínia. A água que resta após a separação segue para São Paulo, onde a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp - a trata e devolve ao meio ambiente. O óleo reciclado é quase todo destinado às empresas fabricantes de massas para vidro. Sobra ainda um quinhão para a Prefeitura de Americana, que usa o produto nos testes ora em andamento em motores movidos a biodiesel.

A idéia nasceu a partir de uma enquete, feita pelo Sindicond, sobre a destinação do óleo de fritura pelas famílias moradoras dos 205 condomínios de Americana. “O resultado foi preocupante para os rios e ruas de nossas cidades”, diz o presidente da entidade, José Luiz Bregaida, referindo-se à resposta que predominou: 71,54% dos moradores assinalaram a opção “Joga na pia da cozinha”. A segunda opção mais escolhida, com 15,45%, foi “Coloca junto ao lixo doméstico”.

O Sindicato animou-se sobretudo com os bons resultados já obtidos pelo programa de coleta do lixo reciclável, implantado anteriormente em parceria com a Prefeitura de Americana. O impacto social se expressou no bem estar de mais de 30 famílias de catadores, que saíram das ruas, organizaram-se em duas cooperativas e hoje têm rendimentos assegurados pela separação e venda dos resíduos reaproveitáveis. Das 1.500 toneladas despejadas por mês no aterro sanitário de Paulínia, o programa já conseguiu reduzir um terço deste volume, reciclando mensalmente 500 toneladas.

“Vamos avançar mais”, promete o presidente do Sindicato, lembrando que o piloto da reciclagem do óleo de fritura em Americana serve para a avaliação de dificuldades e aprimoramento do programa, que deverá ser estendido a quase todo o estado de São Paulo, exceto na Baixada Santista, fora da área de atuação do Sindicond.

fonte: Amda - www.amda.org.br

Óleo de fritura vai virar combustível

O óleo de cozinha jogado diretamente na pia pode prejudicar o meio ambiente. Se o produto for para a rede de esgoto encarece o tratamento dos resíduos em até 45%, e o que permanece nos rios provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos adjacentes que contribuem para a enchente. “Quem sofre com tudo isto é o contribuinte que tem que pagar mais pela conta de água e esgoto e os comerciantes e moradores das áreas afetadas pelas enchentes”, salienta o pesquisador da USP de Ribeirão Preto, Antônio Carlos Ferreira Batista.
A solução para este problema é a reciclagem do óleo vegetal e existem várias maneiras de reaproveitar este produto sem dar prejuízos ao meio ambiente.
Quem tem que lidar com grandes quantidades de óleo de cozinha muitas vezes tem dificuldades para descartá-lo. Cérima Aparecida de Almeida, que produz quatro mil salgados por dia, resolveu este problema. O óleo que ela usa é trocado constantemente e é destinado à reciclagem. “Entrego cerca de 50 litros de óleo a uma empresa de sabão por semana e em troca recebo produtos de limpeza”. Esta foi a maneira que a empresária encontrou para se livrar da indesejável gordura que sobrava das frituras dos salgados.
Agora, bares e restaurantes de Ribeirão Preto também poderão se livrar do óleo de fritura e de quebra ainda ganhar um selo de amigo do meio ambiente.
A USP de Ribeirão Preto, através do Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas) está lançando o projeto Cata Óleo. Segundo Batista, o laboratório já mapeou cerca de 500 bares e restaurantes da cidade e concluiu que pode chegar a coletar até 20 mil litros do produto por mês.
Os pesquisadores da USP estão ligando para estes comerciantes para saber quem quer ser parceiro do programa. Os interessados vão receber um recipiente para armazenar o óleo. O caminhão do laboratório vai passar recolhendo o produto em datas pré-estabelecidas.
“Nós vamos recolher este óleo e fazer uma análise química dele e informar se ele está dentro do padrão aceitável de acidez e próprio para o consumo humano. Quem estiver dentro do padrão ganha o selo de qualidade. Se o comerciante for pagar para fazer esta análise ele vai gastar de R$ 2 a R$ 3 mil. Esta iniciativa vai evitar que os comerciantes usem o óleo várias vezes na fritura e que jogue o óleo para o meio ambiente”, afirma Batista.
Os comerciantes têm recebido bem a iniciativa dos pesquisadores.
“Sabemos que algumas lanchonetes usam o óleo na massa do salgado do dia seguinte e estes precisam ser conscientizados da importância de se dar um destino adequado ao óleo de fritura. Outros enviam para fazer sabão, mas a maioria tem aderido ao projeto da universidade porque sabe que o nosso objetivo é o ganho ambiental”.
Todo o óleo recolhido na cidade será usado na produção do biodiesel. “Temos vários carros que rodam com este combustível que não causa danos ao meio ambiente”, afirma Batista.

Projeto vai atingir toda a população
Cérima Aparecida de Almeida montou uma salgaderia no bairro Campos Elísios há seis anos. Ela começou na cozinha da casa dela e hoje tem cinco funcionárias, comprou o prédio onde montou a salgaderia e sustenta a família e a faculdade da filha com a venda dos salgados que são distribuídos pela cidade toda.
“A fritura é essencial na qualidade dos salgados. Eu troco sempre o óleo de fritura, por isto, o meu salgado fica sempre sequinho, a qualidade final é melhor e não fica com gosto de óleo”, diz a comerciante.
Ela faz quatro mil salgados por dia e uma vez por semana entrega 50 litros de óleo para uma empresa que faz sabão e em troca recebe produtos de limpeza. Quando foi fazer o negócio, Cérima fez o cálculo para saber se a troca valia a pena.
“Compensa e muito e além do mais contribuímos para o meio ambiente com esta reciclagem do óleo de cozinha”.
Esta conscientização que o Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas) quer fazer chegar a toda a população de Ribeirão Preto. Depois dos comerciantes, o laboratório quer atingir com o projeto Cata Óleo toda a população da cidade e aí espera receber cerca de 160 mil litros de óleo por mês.
“Estamos tentando fechar parcerias e promover nas escolas palestras sobre educação ambiental e posteriormente podemos fazer gincanas e conforme o volume de óleo angariado pelas escolas elas poderão ganhar computadores ou outros prêmios. Estamos estudando esta nova etapa do projeto”, diz o pesquisador da USP de Ribeirão Preto, Antônio Carlos Ferreira Batista.

Fonte: Jucimara de Pauda (Jornal A Cidade - SP)

Por um mundo melhor, o que fazer com o oleo de cozinha?

Óleo de cozinha jogado na pia: um péssimo hábito que polui o meio ambiente e que pode entupir o encanamento também, mas isso tem uma solução.
Muitos projetos transformam o óleo em biodiesel, uma fonte de energia limpa e econômica e as donas de casa podem participar. Da frigideira, o óleo ia para o ralo na área de serviço. Como a maioria das donas de casa, Simone não tinha idéia do que acontecia depois.
“Fui percebendo com o tempo que aquilo foi criando uma crosta e um dia estava lavando o quintal e resolvi raspar com colher de pedreiro aquilo. Eu fiquei abismada com o que saiu dali, então isso era o que estava visível, imagine o que está por dentro dos canos”, diz Simone Craveiro, dona de casa.
Numa grande cidade, como São Paulo, todos os esgotos acabam se encontrando nos rios, o que multiplica os estragos. Um único litro de óleo de cozinha jogado na rede de esgoto é capaz de poluir um milhão de litros de água e, segundo os pesquisadores, os danos ao meio ambiente não param por aí.
Em rios já poluídos, como o Pinheiros aqui em São Paulo, esse óleo também impermeabiliza o leito e as margens do rio, o que aumenta o risco de enchentes na época das chuvas.
E mais: durante o processo de decomposição o óleo de cozinha libera na atmosfera metano, um dos gases que provocam o efeito estufa.
Para reverter o problema, cada um tem que fazer sua parte. Voltamos, então, à casa de dona Simone. Ela já segue a receita recomendada pelos especialistas. Espera o óleo esfriar, engarrafa e encaminha para a reciclagem.
“Isso vai nos dar um mundo melhor”, diz Simone.
Uma rede de supermercados, que recolhia vidros, plásticos e papéis, agora também recebe o óleo de cozinha usado.
“Você descartando simplesmente da natureza você está deixando que os outros resolvam o seu problema”, diz Beatriz Queiroz, gerente de sustentabilidade.
E o óleo recolhido ganha uma nova e nobre utilidade: vira biocombustível. Em Salto, no interior de São Paulo, o óleo passa por um tratamento de purificação e filtragem. Depois de 25 horas, ele já pode ser usado para abastecer caldeiras industriais.
Em Americana, o biodiesel feito com óleo de cozinha vai para o tanque de caminhões da prefeitura.
“Funciona normal. É uma beleza”, diz um motorista.
Para estimular a participação das pessoas, o Serviço de Coleta Seletiva agora, também recolhe o óleo usado.
Essa é uma iniciativa individual, dentro de cada casa, de recolher e levar para algum lugar que recicle, mas também é preciso que o poder público se envolva e crie uma coleta seletiva específica como vimos nessa reportagem.
Agora, se você não fazer mal para você nem para o meio ambiente, uma alternativa é diminuir a fritura que, afinal, não é nada saudável para o coração.

Fonte: globo

Reciclagem de óleo de cozinha evita efeito estufa

Sabe o óleo de cozinha, de soja, girassol ou canola, por exemplo, freqüentemente utilizado em frituras? Pois bem, sem falar no mal que o excesso pode causar ao organismo, ele também faz um enorme mal ao meio ambiente, se jogado pelo ralo da pia, pois provoca o entupimento das tubulações nas redes de esgoto, aumentando em até 45% os custos de tratamento. Um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água, que equivale ao consumo de um ser humano por 14 anos. Sem contar que acaba chegando ao oceano e, em contato com a água do mar, libera gás metano (21 vezes mais agressivo que o carbono), um dos grandes vilões do aquecimento global, explica Marcos Menami, sócio da Biom Reciclagem de Óleo Vegetal.
Pensando nisso e em uma outra finalidade para o óleo usado, Menami e seu irmão, Robson, moradores de Birigüi, oeste paulista, iniciaram há dois meses uma coleta pelo município. "Mapeamos a cidade em cinco regiões e cada dia da semana passamos em uma delas para coletar óleo de cozinha em pontos comerciais. Em cada comércio geralmente sobram, por semana, 50 litros de óleo", conta. E apesar de muita gente, principalmente no interior, fabricar seu próprio sabão com o resíduo, ainda há muitos outros que não sabem o que fazer com o material usado. "Em parceria com uma emissora de rádio local, passamos a divulgar o telefone da empresa para que quem não tiver um destino para o óleo possa nos procurar que vamos até o local recolher o material."
Além de realizar esse trabalho, a cada cinco litros fornecidos, a Biom oferece algum produto de limpeza como detergente, amaciante, sabonete (adquiridos em outra parceria com um fabricante da cidade) ou mesmo uma nova lata de óleo por apenas 20% do preço do produto adquirido no supermercado.
E para estender o projeto também às residências os irmãos estabeleceram um trabalho conjunto com uma cooperativa que já realiza a coleta seletiva de resíduos sólidos, como latas, vidro e papel, em condomínios. Pretendem aproveitar a logística já existente, investir e ampliar a tarefa incluindo o resgate do óleo usado e estender a atuação para outros pontos de Birigüi.
No mês de agosto iniciarão uma ação nas escolas, pegando carona em um ciclo de palestras com o intuito de desenvolver a consciência ambiental, realizado pela prefeitura, estimulando os alunos a trazer de casa o óleo usado para que seja reciclado. Em troca, a cada 100 litros, eles levam doces e pipocas para serem distribuídos. Segundo Menami, isso é apenas o começo. Pretendem expandir a coleta por cidades da redondeza por um raio de 100 quilômetros, incluindo Araçatuba, Penápolis, Lins e Guararapes. O intuito final do trabalho consiste na produção de biodiesel, que já conta com uma usina piloto realizando os primeiros testes.

Fonte: terra