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24/08/2007

Turbulência: entenda por que você pode perder também em aplicações de renda fixa

Quem investe na renda fixa, ao contrário de quem aplica na renda variável, não perde dinheiro quando grandes flutuações de mercado, como as registradas recentemente, acontecem. Esta afirmação - que é repetida constantemente por muita gente - não poderia estar mais longe da verdade.

Dependendo de como a aplicação em renda fixa é realizada, levando em consideração principalmente o tipo de título adquirido, o prazo do investimento e a necessidade ou não de sacar o dinheiro antes do vencimento do título, podem ocorrer perdas significativas também para quem investe em renda fixa. Os dados do Tesouro Direto mostram isso de forma clara.

Perdas podem ser significativas

Quem comprou, por exemplo, uma NTN-B (título público indexado ao IPCA) com vencimento em agosto de 2024 acumula uma perda de cerca de 17,20% nos últimos 30 dias, considerando dados de 22 de agosto. Isso ocorre, em primeiro lugar, porque este é um título de prazo bastante longo, o que acaba exacerbando qualquer alteração nas taxas de juros.

O principal motivo, porém, é que a taxa de juro que este título paga (ou seja, o quanto acima da variação do IPCA ele dá como remuneração) é definida quando da emissão do título. Em momentos de stress de mercado como o verificado recentemente, uma das primeiras reações do mercado é pressionar as taxas de juros para cima. Como juros e preços andam sempre em sentido inverso, uma forte flutuação na taxa acaba refletindo no preço do título e, conseqüentemente, na sua rentabilidade.

Conheça como funciona a relação entre juro e preço

Para entender melhor esta relação, vamos usar um exemplo mais simples, tomando como referência títulos pré-fixados, como as LTN (Letras do Tesouro Nacional). Vamos imaginar um título de um ano que não paga juros durante este período, com a rentabilidade sendo dada pela diferença entre o preço de compra e de venda do papel.

Por exemplo, se você compra o título com um preço de R$ 0,9091 e, no momento do vencimento recebe R$ 1,00 por ele, você obteve uma rentabilidade de 10% no período. Caso fosse um papel de dois anos, o preço seria R$ 0,8333, considerando novamente rentabilidade de 10% e vencimento a R$ 1,00.

Alteração nos juros afeta o preço

Embora esta taxa de 10% seja pré-fixada para quem mantiver o título até o vencimento, este não é o caso para quem vender antes disso. Vamos imaginar um cenário em que você comprou um título de dois anos e a situação melhorou após um ano. Isso levou a taxa para um novo título de 8% ao ano, por exemplo. Como o seu título também tem um ano para vencer, caso você decida vender, acabará se beneficiando deste melhor cenário.

O preço de um título de 1 ano, com vencimento a R$ 1,00 e taxa de 8%, será R$ 0,9259. Portanto, se você vender seu título, a sua rentabilidade será de 11,12% (R$ 0,9259 dividido por R$ 0,8333) e não mais 10%, como esperado caso você mantivesse o papel por dois anos.

O inverso, porém, pode ocorrer. Caso a taxa tenha subido para 12% após um ano, o preço do título cai para R$ 0,8929 e, no evento de você necessitar vender após um ano, a rentabilidade cai para 7,15%. Ou seja, um aumento nas taxas de juros pode reduzir sua rentabilidade, pois implica em uma queda de preço do título.

Impacto maior em títulos de prazo mais longo

De forma geral, quanto mais longo for o prazo do título (sempre lembrando que estamos falando de papéis pré-fixados), maior será o impacto de uma alteração nas taxas de juros sobre a rentabilidade.Vamos supor agora que você tenha comprado um título com prazo de 10 anos e juro de 10%. O preço que você pagaria pelo título seria de R$ 0,3769.

Imagine agora que você precise vender o título após um ano, porém em um cenário no qual os juros subiram para 12% ao ano. Mesmo tendo ficado um ano com o papel, o preço que você obteria seria de R$ 0,3503 (que corresponde a um título de 9 anos com juros de 12%), ou seja, uma rentabilidade negativa para você, já que esta cotação se encontra 7,06% abaixo do preço pago pelo título.

Este exemplo evidencia como uma relativamente pequena alteração nas taxas de juros pode gerar um impacto significativo sobre o preço de título de renda fixa, dependendo do tipo de papel (pré-fixado, no caso) e prazo (quanto mais longo, maior o impacto). Ou seja, quem compra títulos mais curtos corre menos risco de perder, mas também limita os ganhos, enquanto quem investe em papéis longos pode ter perdas (quando os juros sobem) ou ganhos (quando os juros caem) maiores.

Cuidado aos comprar, olho também nos fundos

Ao comprar títulos públicos, portanto, você deve estar ciente dos riscos que corre. Para os mais conservadores, títulos como a LFT que é pós-fixada e corrigida para a Selic são recomendados, já que a possibilidade de perdas é muito menor do que em papéis pré-fixados.

Caso você decida por papéis com juros pré-fixados, analise também o prazo, pois, como vimos anteriormente, ele pode ter um impacto significativo sobre a rentabilidade de sua aplicação no caso de você necessitar resgatar.

Por fim, da mesma forma que isso afeta compras diretas de títulos de renda fixa, o mesmo se aplica a fundos de investimento.

Na hora de aplicar em um fundo que invista em renda fixa, analise a carteira de títulos e cheque quais são os mecanismos de proteção. Isso reduz o risco de surpresas desagradáveis, como as registradas nos últimos dias para muitos investidores, que ficaram surpresos em ver rentabilidade negativa em suas aplicações de renda fixa.

Fonte: UOL Economia

Crise nas bolsas: perda média dos fundos de ações é de 11,50% em 30 dias

Apesar da ameaça de melhora de cenário nos últimos dias, nesta quinta-feira (23) novos desdobramentos da crise subprime trouxeram tensão adicional às principais bolsas internacionais.

Também penalizados com os efeitos negativos da crise subprime, até o dia 17 de agosto os fundos de ações acumulavam desvalorização média de 11,50% em 30 dias (excluindo os dados de fundos fechados e fundos PIBB).

No período em questão, o patrimônio líquido (PL) destes fundos teve perdas de R$ 9,609 bilhões, montante que representa 11,87% do PL destes fundos ao final de julho (R$ 65,107 bilhões).

Perda média de 11,50%

A tabela abaixo relata a rentabilidade das classes de fundos de ações listadas pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) no acumulado de 30 dias encerrados em 17 de agosto. Os dados desconsideram os fundos fechados de ações e os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa).

Tipo de Fundo Rentabilidade 30 dias*
Ações Ibovespa Indexado -15,61%
Ações Ibovespa Ativo -15,57%
Ações Ibovespa Ativo com alavancagem -15,82%
Ações IbX Indexado -15,08%
Ações IbX Ativo -15,26%
Ações IBX Ativo com alavancagem -11,77%
Ações setoriais telecomunicações -15,61%
Ações setorias energia -11,63%
Ações outros -14,19%
Ações outros com alavancagem -6,49%
Total** -11,50%


*Rentabilidade acumulada no período de 30 dias encerrado em 17 de agosto

**Rentabilidade média dos fundos de ações, proporcional a patrimônio líquido de cada classe (excluindo fundos fechados e fundos PIBB)

A rentabilidade média foi calculada de acordo com o peso do patrimônio líquido de cada classe de fundos na composição do PL total dos fundos de ações. Os dados desconsideram os fundos fechados de ações e os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa).

Nesta mesma base comparativa, a desvalorização acumulada pelo Ibovespa - principal índice da Bovespa - era de 15,63%. Além de a perda média dos fundos de ações ser inferior à apresentada pelo benchmark, individualmente apenas os fundos "ações Ibovespa ativo com alavancagem" tiveram desempenho inferior ao do Ibovespa.

Fonte: UOL Economia

10/08/2007

Maioria dos fundos de ações supera o Ibovespa em 2007 e nos últimos 12 meses

Apesar da recente turbulência nos mercados acionários de todo o mundo, que já dá os primeiros sinais de superação, nos últimos meses o investimento em ações tem se mostrado uma aplicação bastante rentável.

Contudo, há pessoas que não disponibilizam de tempo para acompanhar o sobe e desce das bolsas. Outros não se sentem seguros em tomar decisões no mercado de renda variável. Para estes investidores, os fundos de investimento aparecem como uma excelente alternativa de aplicação, pois não deixam de capturar os ganhos dos principais índices do mercado acionário.

Prova disto é que, dentre as categorias de fundos listadas pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), a maioria supera os ganhos do Ibovespa - principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo - tanto no acumulado de 2007 quanto nos últimos 12 meses.

Veja quanto os fundos de ações renderam
A tabela abaixo relaciona a rentabilidade, até o dia 3 de agosto, das dez categorias de fundos de ações listadas pela Anbid no acumulado de 2007 e dos últimos 12 meses. Os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) e fundos fechados de ações não foram incluídos na relação.

Tipo de Fundo Rentabilidade 2007 Rentabilidade 12 meses
Ações setoriais energia 77,05% 80,61%
Ações IBX Ativo com alavancagem 30,30% 63,05%
Ações Ibovespa Ativo com alavancagem 28,81% 52,08%
Ações outros com alavancagem 24,02% 49,97%
Ações outros 23,86% 47,27%
Ações Ibovespa Ativo 22,35% 44,14%
Ações IBX Ativo 22,03% 44,35%
Ações Ibovespa Indexado 19,15% 39,42%
Ações IBX Indexado 18,81% 37,67%
Ações setoriais telecomunicações 14,96% 41,82%


Muito à frente do segundo colocado, os fundos "ações setoriais energia" aparecem como líderes em rentabilidade não só dentre os fundos de ações, mas dentre todas as categorias de fundos de investimentos listadas pela associação.

Isto porque um único fundo fechado classificado nesta categoria concluiu recentemente um projeto no qual investia. Com a liquidação de tal projeto, os ganhos provenientes desta operação foram lançados no patrimônio líquido do fundo, impulsionando sua rentabilidade.

Desconsiderando esta particularidade, todos os demais fundos de ações acumulam notória valorização em ambas as bases comparativas, acompanhando o ritmo ascendente dos principais índices do mercado acionário brasileiro.

Quem não superou, acompanhou de perto
Até o dia 3 de agosto, data dos dados disponibilizados pela Anbid, o Ibovespa acumulava ganhos de 18,81% no ano e 41,11% nos últimos doze meses. Isto significa que, dos dez tipos de fundos acima listados, oito apresentam ganhos superiores ao do índice em ambas as bases comparativas.

Cabe ainda destacar que, na comparação da rentabilidade de fundos de ações versus Ibovespa tanto em 2007 quanto nos últimos 12 meses, as duas classes de fundos que não superaram o benchmark apresentaram ganhos muito próximos ao do índice, ou seja, também se mostraram interessantes alternativas de investimento.

Definição Anbid

  • Fundos de Ações IBX Indexado
    São fundos cujo objetivo de investimento é acompanhar o comportamento do IBrX-100 ou do IBrX-50. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações IBX Ativo
    São fundos que utilizam o IBrX-100 ou o IBrX-50 como referência, tendo objetivo explícito de superar o respectivo índice. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações IBX com alavancagem
    São fundos que utilizam o IBrX-100 ou o IBrX-50 como referência, tendo o objetivo explícito de superar o respectivo índice. Admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações Ibovespa Indexado
    São fundos cujo objetivo de investimento é acompanhar o comportamento do Ibovespa. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações Ibovespa Ativo
    São fundos que utilizam o Índice Bovespa como referência, tendo objetivo explícito de superar o este índice. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações Ibovespa Ativo com alavancagem
    São fundos que utilizam o Índice Bovespa como referência, tendo objetivo explícito de superar este índice. Admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações setoriais Telecomunicações
    São fundos cuja estratégia é investir em ações do setor de telecomunicações. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações setoriais Energia
    São fundos cuja estratégia é investir em ações do setor de energia. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações Outros sem alavancagem
    Classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos que não se enquadrem em nenhum dos segmentos anteriores. Não admitem alavancagem.

  • Fundos de Ações Outros com alavancagem
    Classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos que não se enquadrem em nenhum dos segmentos anteriores (Ibovespa, IBX, Fundos de Ações Setoriais e seus subsegmentos). Admitem alavancagem.
Fonte: UOL Economia

17/07/2007

Na hora de diversificar, fundos ganham a preferência do investidor

"Não incluir todos os ovos na mesma cesta". A recomendação talvez mais tradicional de finanças, embora bastante clichê, é sem dúvida importante de ser seguida. Apostar todas as suas fichas num único ativo aumenta em grande medida o risco de apurar perdas significativas.

Saindo do jargão e conferindo um maior formalismo à questão, pode-se demonstrar matematicamente como uma estratégia de diversificação implica, no agregado, em retornos médios equivalentes aos de um portifólio não-diversificado e volatilidade necessariamente menor.

Com o mesmo ganho médio e volatilidade reduzida, o balanço entre risco e retorno desta estratégia mostra-se mais interessante e, portanto, ela é preferível vis-à-vis à de não-diversificação.

Não somente ações
À luz desta perspectiva, a InfoMoney perguntou aos investidores sua alternativa predileta quando da necessidade de diversificar seus investimentos em ações. E a resposta sugeriu uma larga preferência pelos fundos de investimento.

Dos 2.947 usuários que responderam à pergunta: "Qual o melhor investimento na hora de diversificar da Bolsa?", 1.965 (66,68% do total) votaram em opções relativa aos fundos.

Fundos crescendo
De fato, a indústria brasileira de fundos de investimento tem vivenciado um crescimento vertiginoso, tendo o patrimônio líquido iniciado julho em cerca de R$ 1,042 trilhão, segundo dados disponibilizados pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) até dia 5 do mês corrente. Isso representa uma evolução de 27% na comparação com o apurado ao final do primeiro semestre do ano passado.

Somente em 2007, a captação líquida total dos fundos já supera R$ 50 bilhões, frente aos R$ 43 bilhões de entrada líquida nos seis primeiros meses do ano anterior.

Multimercados em evidência
Outro aspecto que chama a atenção no resultado da enquete diz respeito aos fundos multimercados. Individualmente, esta categoria foi a opção mais votada, ao receber 934 (31,69%) manifestações.

De forma análoga, os multimercados também têm se destacado na indústria de fundos como um todo. No acumulado do ano, a captação líquida desta classe ultrapassa R$ 12 bilhões, ficando atrás somente dos fundos de renda fixa (R$ 28 bilhões). É interessante notar que seria natural a liderança de entrada líquida, em termos absolutos, estar mesmo nas mãos dos fundos de renda fixa, pois esta é a maior categoria de fundos em termos de patrimônio líquido.

Diante das sucessivas reduções da taxa Selic, o investidor vem buscando uma menor exposição a ativos cuja remuneração está diretamente atrelada ao juro básico, como os fundos referenciados DI e de renda fixa, desencadeando uma migração em direção a aplicações diferenciadas, como os fundos multimercados.

Qual o melhor investimento na hora de diversificar da Bolsa? Votos Percentual
Fundos multimercados 934 31,69%
Fundos de renda fixa 473 16,05%
Imóveis 385 13,06%
Fundos DI 309 10,49%
CDB 236 8,01%
Caderneta de poupança 198 6,72%
Outro investimento 163 5,53%
Fundos imobiliários 152 5,16%
Outros fundos 97 3,29%
Total 2.947 100 %

Fonte: Yahoo Noticias

11/07/2007

HSBC aponta as melhores oportunidades dentre os principais tipos de fundos

No objetivo de auxiliar os investidores que estão em busca de fundos de investimento que melhor respondam às oportunidades do mercado financeiro, o banco HSBC traçou um panorama de quatro das principais categorias desta indústria: ações, renda fixa, DI e cambial.

De acordo com dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), juntas, estas quatro classes de fundos respondem por 61,76% da indústria brasileira de fundos de investimento em termos de patrimônio líquido. Em 5 de julho, o patrimônio líquido total dos fundos de investimento do país era de pouco mais de R$ 1,042 trilhão.

Fundos de ações: boas perspectivas, altas graduais

Para os fundos de ações, as perspectivas do banco seguem positivas, visto que o mercado acionário brasileiro iniciou o segundo semestre mantendo o desempenho favorável visto nos seis primeiros meses do ano.

Contudo, a equipe de analistas da instituição acredita que os preços dos ativos estejam mais justos, o que deve acarretar em altas mais graduais. Neste contexto, o HSBC reitera sua preferência a fundos de ações de perfil diferenciado, por utilizarem uma estratégia ativa que busca superar os principais benchmarks do mercado acionário, como, por exemplo, o Ibovespa e o IBrX-100.

Renda fixa: Selic e inflação sustentam boas perspectivas

Na percepção do HSBC, a última semana se mostrou marginalmente negativa aos fundos de renda fixa, sobretudo pelo fato de as taxas de juros terem reagido negativamente à divulgação do forte crescimento da produção industrial doméstica no mês de maio.

Contudo, as perspectivas para este tipo de aplicação seguem positivas, uma vez que, na análise do banco, a inflação permanece bem comportada. Além disso, a aposta é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) dará continuidade à trajetória de cortes na taxa básica de juro do país. Pelas projeções do HSBC, a Selic encerrará 2007 em 10,75% ao ano.

Referenciado DI e cambial

Apesar da perspectiva de continuidade de queda na taxa Selic, os especialistas do HSBC mantêm recomendações positivas aos investimentos em fundos referenciado DI. "O perfil de risco e retorno desses fundos ainda é atraente, a despeito do ciclo de queda de juros ocorrido desde 2005", diz a equipe de analistas da instituição.

Quanto aos fundos cambiais, o HSBC alerta que, após encerrar a última semana próximo de R$ 1,90, o dólar deve manter este patamar ou até mesmo apresentar quedas mais moderadas. Neste contexto, o banco espera que o retorno apresentado pelos fundos cambiais deva ficar abaixo do CDI.

Fonte: UOL

20/06/2007

É preciso cuidado na hora de diversificar as aplicações

Qualquer investimento que fazemos é sujeito a risco. No entanto, o risco de um investimento deve ser proporcional à rentabilidade esperada. Esta relação é óbvia, uma vez que somente investidores irracionais se disporiam a realizar investimentos mais arriscados tendo em vista retornos menores, em relação a uma alternativa de menor risco e maior retorno.

No que diz respeito ao risco de um investimento, os economistas costumam segregar o risco total incorrido em duas partes: risco sistêmico e risco não sistêmico. Risco sistêmico é o risco do mercado como um todo. Os maiores exemplos de risco sistêmicos são inflação, recessão, guerra, etc.

O risco não sistêmico - também chamado risco diversificável - é o risco inerente e específico do ativo em que se aplica. Como exemplo, podemos citar a compra de uma ação de mineradora a qual subitamente descobre uma nova mina. Ou ainda uma empresa de transportes cujo custo pode ser fortemente impactado por uma alta do petróleo.

Podemos reduzir nossos riscos diversificando os investimentos. A diversificação nos ajuda a reduzir o impacto do risco não sistêmico. Se nossos investimentos estão distribuídos por vários tipos de fundos de investimento de diferentes classes e estilos operacionais, o risco diversificável fica reduzido.

Os fundos multimercado são um tipo de investimento que nos dá o benefício de diversificação, tanto no que diz respeito às diversas classes desse tipo de fundo quanto às estratégias tomadas por cada um deles. Um investidor com uma carteira diversificada de fundos multimercado tem a possibilidade de, em tese, construir uma carteira de boa relação risco/retorno. No entanto, é muito importante que a diversificação seja feita no sentido de conseguir formar uma carteira com fundos descorrelacionados para que se tenha efetivamente o beneficio da diminuição do risco.

No que diz respeito ao número de ativos de um portfólio, cada pessoa tem seu nível suportável de risco, ou seja, há pessoas que agüentam ficar em carteiras mais concentradas (correndo mais riscos) e pessoas que preferem ficar em carteiras mais "espalhadas" (correndo menos risco), porém com possibilidade de retorno mais próximo à média. Este é um dilema importante no que diz respeito à diversificação, pois se por um lado a diversificação ajuda a reduzir o risco não-sistêmico, por outro lado uma carteira extremamente diversificada está fadada a obter retornos quase iguais à média do mercado. Assim, deve haver um compromisso entre o tamanho da diversificação e o retorno esperado do portfólio.

Também de nada adianta diversificar se a correlação entre os ativos que compõem o portfólio for alta. Entre os fundos multimercados disponíveis no mercado brasileiro, por exemplo, há diversos fundos com alta correlação entre si. Diversificar aplicações entre fundos de alta correlação acaba por não reduzir o risco do portfólio. Assim, é muito importante que o investidor, caso queira montar uma carteira de fundos multimercado, procure fundos que tenham baixa correlação entre si. No entanto, o que tem ocorrido da prática é que a grande maioria dos investidores apenas observa os retornos passados, esquecendo de analisar tanto o risco (volatilidade dos retornos) como a correlação entre os fundos.

Obviamente que o grande problema de se analisar os números do passado é que a estatística passada pode não ser repetida no futuro. Assim, tanto retornos como volatilidades e correlações passadas podem ser inúteis para a previsão do futuro. Podemos tentar diminuir teoricamente este problema ao se analisar os dados passados em diversas janelas de tempo, tais como amostragens semanais, mensais, trimestrais, etc.

Não obstante a isso, outros fatores também devem ser levados em consideração, tais como a estratégia principal do fundo, o histórico da equipe gestora (tempo na empresa, performance durante crises etc), o tamanho do fundo, o nível de transparência, etc.

O objetivo do investidor deverá ser, então, escolher uma cesta de ativos que dê a maior rentabilidade com a menor volatilidade esperada. Esta cesta poderá ser concebida ao se escolher ativos que, além de terem boa rentabilidade esperada, têm também uma baixa correlação esperada. À razão retorno/volatilidade damos o nome de Índice de Sharpe. É possível demonstrar matematicamente que uma carteira com o melhor índice de Sharpe é a melhor aplicação possível para os investidores, pois uma combinação dela com a renda fixa sem risco pode teoricamente gerar portfólios ótimos para cada nível de risco desejado, mas os detalhes desta afirmação fogem ao escopo deste artigo e deverão ficar para uma outra ocasião.

Fonte: Valor Economico

16/06/2007

Vantagens dos fundos

Quais as vantagens de investir em Fundos Balanceados?
Os Fundos Balanceados são investimentos que buscam rentabilizar o capital investido a médio prazo, com risco médio. Como suas aplicações são divididas entre o mercado de Renda Fixa e o mercado de ações, o potencial de retorno é superior aos Fundos de Renda Fixa e o risco menor do que os Fundos que investem integralmente em ações.

Quais as vantagens de investir em Fundos Cambiais?
Os Fundos Cambiais podem ser uma alternativa para quem tem que cumprir compromissos ou efetuar pagamentos em dólar. A rentabilidade destes Fundos procura acompanhar a variação da moeda norte-americana.

Quais as vantagens de investir em um Fundo de Ações?
O Fundo de Ações é adequado para o investidor que busca maior rentabilidade a longo prazo e que não tem urgência em resgatar o seu dinheiro. A rentabilidade das ações está baseada no desempenho da empresa. Então, a vantagem do Fundo é investir em várias empresas simultaneamente, o que minimiza o risco associado a uma empresa específica. É importante lembrar que o mercado de ações está sujeito a grandes variações, por esse motivo é um investimento de longo prazo.

Quais as vantagens de investir em um Fundo de Renda Fixa?
A maior vantagem do investimento neste tipo de fundo é a proteção do seu capital pois é um investimento de baixo risco. Você estará optando por um investimento de menor rentabilidade em função de um risco mais baixo. A rentabilidade é estabelecida contratualmente.

Quais as vantagens de investir em um Fundo de Renda Fixa DI?
O objetivo principal do Fundo de Renda Fixa DI é preservar o capital investido com algum rendimento. É uma aplicação de curto prazo, com baixo risco.

Quais são as vantagens de investir em um Fundo?
Em um Fundo há vários investidores. Dessa maneira, o poder de compra e negociação se torna maior, pois há mais dinheiro investido. Além disso, os fundos contam com um administrador que usam sua experiência buscando definir qual o momento para investir em determinados ativos.

Riscos inerentes

Os Fundos de Renda Fixa sofrem alterações se as taxas de juros se alterarem?
Sim. É possível ocorrer uma perda se houver uma forte elevação nas taxas de juros. Essa perda seria resultante da adaptação ao novo nível das taxas; entretanto, é importante lembrar que essa desvalorização só acontecerá se o aumento das taxas de juros não for esperado pelo mercado.

Quais os riscos de investir em um Fundo de Ações?
Há mais segurança em investir em um Fundo de Ações do que diretamente no mercado de ações, comprando uma ação específica. Isto acontece porque, quando se investe em uma ação específica, corre-se dois riscos: o da economia e também o individual de cada empresa. Já os Fundos de Ações diversificam a carteira em diferentes ativos, o que diminui consideravelmente os riscos.

Qual o risco de investir em um Fundo?
Existe uma relação entre rentabilidade e risco. Quanto maior o risco, maior será o potencial de retorno, então, se o risco for menor, o potencial de retorno também será. Há Fundos de baixo e alto risco. Você pode escolher um de acordo com os seus objetivos e ser grau de tolerância a exposição de riscos de acordo com seu perfil de investidor.

Rentabilidade dos fundos de investimento

Como eu posso comparar a rentabilidade entre dois Fundos?
Só tem sentido comparar a rentabilidade entre Fundos que tenham a mesma política de investimentos, ou seja, que assumam os mesmos riscos. Numa comparação, deve-se levar em consideração a aplicação inicial mínima exigida pelo Fundo e a taxa de administração cobrada por ele.

Existe garantia de rentabilidade?
Não. É proibido pelo Banco Central garantir rentabilidade. Portanto, mesmo que alguém lhe garanta rentabilidade, lembre-se que os investimentos em fundos estão sujeitos a volatilidade do mercado. Por outro lado, rentabilidade passada não é garantia de ganhos futuros.

Quais são os fatores que determinam a rentabilidade?
A rentabilidade de cada Fundo é determinada pela estratégia de investimento adotada pelo Administrador do Fundo que respeita as características definidas pelo estatuto e os limites impostos pelos órgãos reguladores do governo. Existem Fundos conservadores e Fundos mais agressivos, com graus de risco definidos de acordo com os seus objetivos. Se um Fundo conseguir rentabilidade de 2% em um mês, todos os cotistas terão a mesma valorização, independentemente do valor aplicado. As taxas e impostos têm grande importância na rentabilidade do Fundo.

Prazos de investimentos

Por quanto tempo minhas aplicações devem permanecer nos Fundos?
Os Fundos de Renda Fixa são considerados de curto ou médio prazo, já que apresentam riscos mínimos, mas também são recomendáveis para investimentos de longo prazo. Nos Fundos de Renda Variável e nos Fundos Balanceados, sugerimos que o cliente mantenha o seu dinheiro por um tempo maior para aproveitar todas as vantagens que eles oferecem. Os Fundos Balanceados podem buscam oferecer retornos maiores no médio e longo prazo, enquanto os de Renda Variável visam oferecer melhores retornos no longo prazo.

Definições importantes sobre fundos de investimentos

Como é calculada a variação do valor das cotas de um Fundo?
O valor das cotas depende das alterações do ativo, descontadas as despesas do Fundo.

O que é taxa de performance?
É a taxa cobrada do quotista quando a rentabilidade do Fundo supera a do benchmark, ou seja, quando supera o indicador de referência do Fundo que foi previamente estabelecido.

O que é um Fundo de Investimento?
Fundo de Investimento é um instrumento financeiro que reúne recursos de vários investidores. Quando o investidor aplica em um Fundo, ele compra cotas de participação nesse Fundo, que terá um administrador. A variação do valor dessas cotas determina a rentabilidade do investimento. O preço do serviço de administração é a taxa de administração, que é cobrada igualmente de todos os cotistas.

O que são títulos prefixados e títulos pós-fixados?
Um título é considerado pós-fixado quando a sua rentabilidade não é conhecida no momento da aplicação e está atrelada, por exemplo, à taxa de juros do mercado. O título é prefixado quando sua rentabilidade é conhecida antecipadamente, estabelecida através de contrato. O investidor conhece o valor em percentual da rentabilidade a ser recebida.

Qual a diferença entre Fundo de Renda Fixa e Fundo de Renda Fixa DI?
A principal diferença é que o Fundo de Renda Fixa DI acompanha diariamente as taxas de juros do mercado e as aplicações são feitas em títulos pós-fixados, ou seja, fixados de acordo com as taxas de juros de cada dia. Já o Fundo de Renda Fixa investe em títulos prefixados, com rentabilidade conhecida através de contrato.

Qual é o melhor Fundo de Investimento?
Ao escolher um Fundo de Investimento o Investidor deve levar em consideração diversos fatores, tais como: o seu perfil de investidor, a sua disponibilidade para aplicação, os seus objetivos de investimento, o prazo que necessitará dos recursos aplicados, o tipo e a política de investimento de cada fundo etc. Por isso, você deve escolher os Fundos que mais se adaptam às suas necessidades e objetivos.

Administração dos fundos

Quais são os órgãos reguladores dos Fundos de Investimento?
O Conselho Monetário Nacional (CMN), entidade superior do sistema financeiro, autoriza a criação e o funcionamento dos Fundos e delega à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a responsabilidade pelo controle e acompanhamento da gestão. A CVM é o órgão normativo do sistema financeiro voltado basicamente para a fiscalização do mercado de renda fixa e de renda variável.

Qual o compromisso que o Administrador do Fundo assume perante o investidor?
Todos os Fundos mútuos no Brasil são administrados em regime de "melhores esforços". Isto significa que o Administrador fará o máximo possível para atingir os objetivos propostos. Porém, um investidor sempre corre riscos. É exatamente por esta razão que você deve ter certeza que está comprando um produto adequado ao seu perfil. Todas as eventuais perdas que estiverem de acordo com a política de investimento do Fundo - registrada no regulamento - são de inteira responsabilidade do investidor. Por exemplo: um investidor compra cotas de um Fundo de Ações e a Bolsa cai violentamente. O Fundo tinha em sua carteira ações que também caíram. Está tudo de acordo com o regulamento, é de se esperar que um Fundo de Ações tenha perdas quando a Bolsa cai. Não há nenhuma responsabilidade legal por parte do Administrador nesta hipótese, por maior que possa ser esta perda.Vamos supor, porém, que o investidor compre cotas de um Fundo cujo regulamento não tenha previsto a compra de ações e, mesmo assim, o Administrador resolve comprar ações. A Bolsa cai e o investidor sofre um grande prejuízo. Neste caso, o Administrador é responsável não só perante o investidor como também perante as autoridades reguladoras do sistema financeiro. Para evitar este problema, existem processos rígidos de controle.

Quem administra os Fundos?
Quem administra os Fundos são as instituições financeiras, responsáveis legais perante os órgãos normativos e reguladores (Comissão de Valores Mobiliários - CVM e Banco Central), além de determinar a política e o regulamento de cada Fundo. Existe também a figura do Administrador de Fundos que é responsável pela escolha dos papéis, avaliação dos cenários e montagem das carteiras. No Brasil, existem Administradores que realizam a gestão de seus Fundos e que também terceirizam esta gestão para asset managers independentes. Os Administradores de Fundos são profissionais especializados que acompanham o mercado financeiro e procuram definir os melhores momentos de compra e venda e quais ativos vão compor a carteira do Fundo. Cada Fundo de Investimento constitui-se como uma pessoa jurídica própria. O capital do Fundo é independente do capital da instituição gestora, o que significa que o dinheiro aplicado num Fundo está resguardado de qualquer eventual problema financeiro que a administradora ou a gestora venha a ter.