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03/05/2011

Rapidinhas: Bovespa, Resultados Corporativos, IPO Magazine Luiza

A BM&F Bovespa lançou ontem quatro novos índices de ações aos investidores. O Índice Brasil Amplo (IBrA) estréia com 153 ações e permite uma visualização mais abrangente do mercado acionário no Brasil.
O Índice Dividendos (IDIV) mede o comportamento das ações das empresas que apresentaram os maiores retornos aos seus acionistas em termos de dividendos e juros sobre o capital (dividend yields) nos últimos 24 meses anteriores à seleção da carteira.
O Índice Materiais Básicos (IMAT) é composto pelas ações mais representativas dos setores de embalagens, madeira e papel, materiais diversos, mineração, químicos, siderurgia e metalurgia.
O Índice Utilidade Pública (UTIL) reflete o comportamento das ações das empresas mais representativas do setor de utilidade pública, que inclui energia elétrica, água e saneamento e gás.

Os resultados da Fibria surpreendem no primeiro trimestre de 2011 com lucros líquidos de R$ 389 milhões, alta de 4.222% em comparação a um ano antes.

A TIM Participações (TCSL4) registrou R$ 213 milhões em lucros líquidos no primeiro trimestre de 2011, alta de 287% na comparação anual. A receita líquida subiu 14% para R$ 3,8 bilhões.

A Embraer (EMBR3) lucrou R$ 176 milhões no primeiro trimestre de 2011, alta de 257% em relação ao mesmo período de 2010, mesmo com queda de 1,5% nas receitas que totalizaram R$ 1,7 bilhão no período.

A NET (NETC4) gerou R$ 106 milhões em lucros líquidos nos primeiros três meses deste ano, alta de 132% no comparativo anual. As receitas cresceram bastante totalizando R$ 1,5 bilhão, alta de 24%.

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) estrearam em alta ontem na BM&F Bovespa. Os papéis fecharam com alta de 2,8%.

A Inpar (INPR3) confirmou a mudança de nome. Na próxima quinta-feira, dia 5 de maio, a empresa passa a se chamar Viver Incorporadora e terá o código de negociação VIVR3 na BM&F Bovespa.

04/03/2011

Rapidinhas: Bovespa, PIB, Dolar, Resultados, Economia Mundial

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 7,5% em 2010 segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a maior desde o ano de 1986. No total o PIB brasileiro somou R$ 3,6 trilhões...

A Gerdau registrou lucros líquidos de R$ 2,45 bilhões em 2010, alta excepcional de 144% sobre os resultados de 2009. A empresa faturou R$ 31 bilhões, acréscimo de 18% em um ano. A empresa ainda anunciou o pagamento de dividendos de R$ 0,06 e R$ 0,09 para cada ação preferencial e ordinária respectivamente...

A AmBev em 2010 lucrou R$ 7,5 bilhões, alta de 26% em relação ao ano anterior. Apenas no quarto trimestre os lucros líquidos atingiram R$ 2,6 bilhões, alta de 44% em comparação ao mesmo período de 2009. A empresa produziu quase 12 bilhões de litros de cerveja no ano passado...

Ontem a cotação do Dólar refletiu o aumento na taxa básica de juros. A Selic, como é chamada, subiu para 11,75% ao ano. A moeda fechou o dia com desvalorização de 0,50%. O índice Ibovespa fechou aos 68.171 pontos, alta de 1,32% no dia. Ibovespa e Dólar andaram em lados opostos durante todo o pregão...

As siderúrgicas foram o destaque na bolsa ontem. Usiminas, Gerdau e Metalúrgica Gerdau terminaram o dia com as maiores valorizações do índice Ibovespa...

A CAB Ambiental decidiu que o momento do mercado não é propício e cancelou sua IPO (Oferta Pública Inicial em inglês), programada para esta sexta-feira. Segundo a empresa o bookbuilding, processo de formação dos preços de compra das ações para os investidores que fizeram reserva, ficou muito aquém do esperado...
Não ajudou o fato de a empresa tentar estrear no mercado BOVESPA MAIS, ainda pouco conhecido dos investidores tradicionais. O BOVESPA MAIS é uma ótima iniciativa da BM&F Bovespa para tentar atrair empresas com capitalizações menores, um primeiro estágio para o Novo Mercado...

A Liga de Estados Árabes, conjunto de países da região com estreitamento de laços econômicos, sociais e políticos, da qual a Líbia faz parte, está analisando uma solicitação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para mediar uma proposta de paz e encerrar o conflito no país em meio a uma guerra civil...
Com uma perspectiva de resolução do conflito na Líbia, cuja produção de petróleo está estimada em apenas 40% da capacidade, a cotação do petróleo terminou o dia em queda...

O crescimento do PIB na União Européia em 2010 foi de 1,8%. O presidente do Banco Central Europeu acredita que já na próxima reunião poderá haver um aumento na taxa de juros da região...

08/02/2011

Investir em IPOs: Ainda vale a pena?

O ano de 2011 começou com uma promessa: este seria o ano da volta em peso das IPOs (Oferta Pública Inicial de ações) por parte de companhias nacionais. Desde o ano de 2008 não se viam tantas empresas solicitarem à CVM a permissão para colocar seus papéis na bolsa. O ano de 2010, de estagnação para o mercado nacional e receios internacionais, afugentou as empresas que cancelaram ou postergaram suas IPOs. Neste ano são estimados em torno de 20 lançamentos, tanto de empresas estreantes na bolsa como de empresas já públicas. O problema é que o mercado nacional está passando temporariamente por um momento de queda. E as empresas abrindo as negociações nesse ambiente estão levando alguns investidores a prejuízo. A administradora de shopping centers, Sonae Sierra, apresentou queda de 1,55% no primeiro dia de negociações. A Autometal, fornecedora do setor automotivo, teve queda de 5,35%. A nova emissão da Brasil Brokers, já presente na bolsa brasileira, viu seus papéis caírem 2,2%. A oferta inicial da Arezzo, primeira do ano, destoou talvez pela novidade: fechou em alta de mais de 11%. A situação já tem prejudicado até os papéis que ainda nem foram negociados na bolsa. As ações da IPO da Queiroz Galvão foram precificadas em R$ 19,00, bem abaixo da estimativa inicial mínima de R$ 23,00. Isso não quer dizer que os papéis da construtora não fechem seu primeiro dia em alta. Entretanto pode fazer com que muitas empresas que estavam pensando em abrir o capital este ano na bolsa desistam por mais uma vez.

Fonte: Advfn
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Comentário: me lembro em 2007 que muitos diziam e consideravam um IPO como certeza de ganhos rápidos, era uma febre, bastava aparecer uma empresa abrindo capital que todo mundo ia correndo fazer reserva para entrar no IPO sem dar a menor importância para o prospecto. E o que acontecia era que a imensa maioria das empresas que abriam capital tinham valorização no primeiro dia, e muitas vezes, expressivas valorizações. Eu mesmo participei de alguns, e felizmente consegui bons resultados em todos, e em alguns deles resultados excepcionais, como caso da Bovespa e da Redecard, o cenário estava muito positivo e ajudava. Mas, quando a crise chegou, os IPO's diminuiram a praticamente zero, e a "certeza de rentabilidade garantida" foi embora. Os IPO's estão retornando, em um momento diferente da economia e da bolsa, e agora estão tendo comportamento mais natural. Esse ano vimos que houveram mais aberturas no vermelho, do que no verde, levando os flippers à prejuízos, com exceção da Arezzo, que teve uma excelente valorização. Pelo jeito a febre do IPO passou, e as pessoas devem olhar um IPO como um investimento de grande risco, que pode trazer excelente retorno no curto prazo, como um grande prejuízo, portanto, muito cuidado ao analisar se vale a pena ou não entrar em algum.

04/02/2011

Rapidinhas: Bovespa, Panamericano, IPO, Economia Mundial

Mais uma empresa aproveitando a recente queda do mercado: a Hypermarcas anunciou um plano de recompra de 10 milhões de ações no mercado. O objetivo explícito da companhia é maximizar a geração de valor ao acionista.
A oferta pública inicial de ações da Sonae Sierra frustrou a expectativa dos investidores contando com uma abertura similar a da Arezzo. No primeiro dia de negociações os papéis da administradora de shopping centers caíram 1,55%.
A nova administração do banco Panamericano enviou um comunicado ao mercado ontem à noite afirmando que o Grupo Silvio Santos integralizou mais R$ 1,3 bilhão para tapar o buraco em suas contas, elevando o rombo oficialmente para R$ 3,8 bilhões...
O Santander Brasil registrou R$ 7,3 bilhões em lucros líquidos em 2010, alta de 33% em comparação ao ano passado...
A Redecard sofreu com a maior competição no setor de cartões de crédito no mercado brasileiro. A empresa registrou lucros líquidos 13% menores em 2010 comparado ao resultado do ano anterior.

Nos Estados Unidos os pedidos de seguro-desemprego recuaram para 415 mil novas solicitações na semana passada, uma queda expressiva de 8,5% na comparação semanal.
Ben Bernanke, presidente do banco central norte-americano, acredita que a economia dos Estados Unidos está ficando mais robusta e o ano de 2011 promete mais que o ano passado.

A ONU publicou um estudo sugerindo que a alta global recorde nos preços de alimentos é em parte decorrente da produção de biocombustíveis nas áreas de cultivo.
A notícia é ruim para o Brasil, pois o país tem a ambição de ser o líder mundial na produção de biocombustíveis e certamente haverá pressão internacional para que se deixe esse caminho.

Fonte: Advfn

04/11/2010

Petrolífera Qgep entra com pedido de análise de IPO junto à CVM

Valores Mobiliários) na última segunda-feira (1), com a emissão de ações em oferta primária primária e com a possibilidade de oferta secundária em lote adicional, correspondendo a até 20% das ações inicialmente ofertadas. O acionista vendedor, neste caso, será o grupo Queiroz Galvão.
Conforme a minuta do prospecto preliminar, a empresa pretende realizar a oferta no Brasil, com esforços de colocação no exterior. O banco Itaú será o coordenador líder da oferta, enquanto o Banco Merrill Lynch e o BTG Pactual atuarão como coordenadores.
Com os recursos obtidos na oferta, a companhia pretende destinar os recursos para adquirir e explorar novos blocos e ativos, especialmente nas bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos, além de investir em exploração no portfolio já existente.
Saiba mais sobre a empresaA Qgep é uma empresa recém criada, a qual surgiu em setembro deste ano, de uma reestruturação societária do grupo Queiroz Galvão, de modo a segregar as atividades em duas frentes: prestação de serviços e exploração e produção, sendo esta última a principal atividade da Qgep.
De acordo com a empresa, as operações de exploração e produção consistem em direitos de concessão sobre dois campos de petróleo e oito blocos exploratórios, sendo quatro deles na Bacia de Santos, três na bacia de Camamu e um na bacia de Jequitinhonha, sendo esta a única com 100% dos direitos de exploração.

Fonte: InfoMoney

24/09/2010

Rapidinhas: IPO a vista?

A Vale Fertilizantes pretende fazer uma oferta pública de ações dentro dos primeiros seis meses de 2011. A nova empresa teria destaque como uma das maiores do setor.

Petrobras capta R$ 120,4 bi com ações

Pouco mais de um ano depois do anúncio, a Petrobras levantou hoje R$ 120,36 bilhões (US$ 69,97 bilhões) na maior venda de ações já feita no mercado de capitais.
A captação supera as ofertas da japonesa NTT (US$ 36,8 bilhões) e do chinês AgBank (US$ 22,1 bilhões).
A dez dias da eleição presidencial, a capitalização marca uma nova fase da Petrobras, agora com maior participação do governo.
Com valor de mercado alçado para US$ 270 bilhões, a engenharia financeira transforma a estatal brasileira na segunda maior petroleira do mundo, atrás apenas da americana Exxon (US$ US$ 313 bilhões) e à frente da Petro China (US$ 266 bilhões).
Apesar de críticas e rumores contrários, a adesão dos maiores fundos de investimento do mundo à oferta de ações teria superado mais de uma vez e meia a demanda.
Na semana passada, esses mesmos fundos falavam que poderiam não entrar na oferta por conta de riscos da operação no pré-sal, da diluição dos lucros com mais acionistas e do desrespeito aos minoritários.
Aos fundos interessava derrubar ao máximo o preço das ações na Bolsa para formar um valor menor na oferta de ações.
Preço das ações
As novas ações saíram a R$ 29,65 (ON) e a R$ 26,30 (PN), com desconto em relação ao preço de hoje na Bolsa.
Surpreendentemente, as ações da estatal disparam hoje; a expectativa era que desabassem mais. Os papéis ON terminaram o dia a R$ 30,25 (alta de 1,92%), e os PN, a R$ 26,80 (3,16%).
A interpretação foi que os grandes investidores não conseguiram levar integralmente os papéis que fizeram reserva e tentavam, hoje, comprar as ações antes de uma possível alta.
Neste ano, as ações chegaram a cair 20%. O preço na oferta é fixado com base na demanda dos grandes investidores, que pedem um "desconto" para não comprar os papéis na Bolsa.
Também surpreendeu a entrada de pequenos investidores do varejo, incluindo os que puderam utilizar recursos do FGTS (só podia quem entrou em 2000). Os coordenadores acreditam que 400 mil pessoas possam ter participado da oferta. Amanhã, será divulgado se houve rateio de ações no varejo.
A adesão foi tão alta que há dúvidas se a União conseguiu, de fato, ampliar de 34% para 50% sua participação na Petrobras.
Se não atingir a meta (jamais declarada) de obter 50% da Petrobras, a União poderá levar como "prêmio de consolação" dinheiro vivo do mercado, ajudando a fechar as contas do Tesouro neste ano. Isso porque a operação prevê a cessão de R$ 74,8 bilhões em barris de petróleo que serão "trocados" pelas novas ações; se não comprar tudo isso em ações, poderá levar o restante em dinheiro.
Capitalizada, a Petrobras terá recursos para deslanchar seu plano de exploração no pré-sal, uma das últimas reservas conhecidas de petróleo no mundo.
A estatal deixa ainda a condição desconfortável de empresa no limite de endividamento --a Petrobras corria risco de perder a avaliação de "grau de investimento", espécie de selo de bom pagador.
Com o preço definido, os novos papéis são distribuídos imediatamente e começam a ser negociados amanhã na Bolsa de Nova York. O presidente Lula comandará a festa hoje na BM&F Bovespa com direito a discurso nacionalista, apesar de os papeis só estrearem no Brasil na segunda.
A preocupação dos bancos é que, se atender toda a demanda do mercado, os fundos não terão porque comprar os papeis na Bolsa, ocasionando a baixa das ações. Tudo o que o governo não quer é que as ações caiam na estreia, o que significaria um fracasso na visão do público geral.
A possibilidade de queda das ações, porém, não é descartada. Alguns fundos de investimento não aderiram à oferta, alegando que poderiam comprar mais tarde os papéis por um preço menor na Bolsa.

Fonte: Folha.com

22/09/2010

Petrobras: Reservas terminam hoje e devem trazer alívio às cotações

Hoje termina o prazo para os investidores que não eram vinculados à petrolífera para reservar sua cota no processo de capitalização que promete ser o maior do mundo. O investimento mínimo para investidores pessoa física é de R$ 1.000,00. Existe a possibilidade de o investidor aplicar através de fundos de investimento voltados especificamente à Petrobras com cotas mínimas de R$ 200,00. As corretoras e bancos afirmam que a procura pelos papéis está sendo alta e por esse motivo a Petrobras elevou o limite dos lotes adicionais em 20%. Um efeito esperado pelos analistas será um alívio das cotações após a finalização do processo de capitalização da empresa. Como a maior parte do investimento virá de instituições e governo, que visam o longo prazo, a volatilidade causada por especuladores deverá ser contido nos primeiros dias de negociação.

Fonte: ADVFN

16/09/2010

Oferta Pública Petrobras

Hoje se encerra o período de reserva para os investidores prioritários para particiapção na oferta pública da Petrobras.
Quem for prioritário e fizer a solicitação hoje consegue garantir a reserva de 34% do total de ações que possuia em carteira na 2ª data de corte.

31/08/2007

Multiplan captou R$ 924,5 milhões com sua oferta de ações ordinárias

Com sua oferta pública primária de ações ordinárias, a Multiplan captou R$ 924,528 milhões. Os papéis da empresa, listados sob o código MULT3, estrearam no Nível 2 da Bovespa no pregão do dia 27 de julho.

Sem surpreender, a maioria das ações distribuídas foi adquirida por investidores estrangeiros. O total de recursos que a empresa trouxe de fora do Brasil foi de R$ 679,01 milhões, ou seja, 88,48% do total captado com a oferta.

Dentre os investidores nacionais, o principal destaque foram os fundos de investimento, que ficaram com 27,23% dos papéis ofertados. Logo em seguida vieram as pessoas físicas, que adquiriram 9,88% das ações distribuídas na oferta.

Confira alguns números da oferta:

Tipo de Investidor Valor
(R$ Milhões)
% Origem dos recursos Valor
(R$ Milhões)
%
Institucional 805,19 88,48 Exterior 679,01 74,62
Varejo 104,82 11,52 Brasil 230,99 25,38

Ações distribuídas Preço Volume da Operação
36.981.135 R$ 25,00 R$ 924.528.375,00

Vale ressaltar que, dentre os papéis comprados por estrangeiros, estão inclusas 1.823.867 ações adquiridas pelo Credit Suisse Securities Europe, como forma de proteção (hedge) para operações com derivativos de ações realizadas no exterior.

Verificando excesso na demanda por estes papéis, os coordenadores da oferta exerceram integralmente a opção de lote suplementar (15% do total dos papéis ofertados), o que aumentou o montante ofertado em 41.700 ações.

Fonte: InfoMoney

27/08/2007

Crise freia onda de abertura de capital

Os recentes tremores no mercado financeiro trouxeram uma nova preocupação para as empresas e os bancos de investimentos brasileiros. Muitos deles foram pegos no contrapé, quando se preparavam para abrir capital e vender suas ações na Bolsa de Valores. Pelas contas de Alfried Plöger, da Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca), o número de estréias na Bovespa (IPOs, sigla em inglês para oferta inicial de ações) não vai mais chegar a 70, como se previa. Do início do ano até agora, foram feitas 49 ofertas.

“Mesmo que se queira, dificilmente se conseguirá vender tantos papéis”, diz Plöger. Em outras palavras: “O gato subiu no telhado, nenhum banco aconselharia uma empresa a vender ações agora”, diz o advogado Luiz Octavio Lopes, do escritório Mattos Filho. Para ele, a festa de dinheiro farto, que incentivou todo tipo de empresa a vender ações, perdeu o gás. “Está claro que é um novo mercado, os investidores provavelmente estarão mais seletivos e mais duros.”

Ninguém sabe ao certo o quanto mudou o humor do mercado, mas, por via das dúvidas, as empresas estão pensando em planos alternativos.

É o caso da rede de supermercados G. Barbosa, do Nordeste. Seu dono, o fundo de investimentos americano Acon, estudava duas alternativas para vender a empresa: uma oferta de ações na bolsa ou uma negociação com alguma grande rede. Agora, a segunda opção ficou mais próxima. O medo dos donos do G. Barbosa é não conseguir vender a empresa na Bovespa pelo que eles acham que ela vale – entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões.

A empresa de shopping centers Aliansce estava fazendo seu “road show” – apresentação a investidores – no dia em que as bolsas desabaram. A Aliansce cancelou os compromissos e pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para interromper o processo. O pedido de abertura de capital foi suspenso por 60 dias. É tempo suficiente para avaliar se o mercado vai se recuperar ou não.

No segundo semestre do ano passado, a companhia de telefonia GVT, que tem sede em Curitiba, adiou a estréia na Bovespa – deixou que a solicitação fosse indeferida. O mercado não vivia uma crise, como agora, mas na época a direção da empresa alegou que o mercado não apresentava um bom momento para abertura de capital. Um novo pedido foi protocolado em dezembro e empresa fez sua estréia na bolsa em fevereiro.

Adiar ou cancelar um processo de abertura de capital, no entanto, tem seus custos – e eles podem ser ainda mais altos que se imagina. Antes da crise, havia dinheiro fácil para as empresas se prepararem. Num ambiente feroz de competição, os bancos de investimentos vinham emprestando muito dinheiro para engordar as empresas e deixá-las mais atraentes na hora de vender ações.

Esse tipo de operação é conhecida, em geral, como ponte para o IPO. Enquanto o mercado ia bem, o pagamento da dívida e das comissões dos bancos estava garantido porque era descontado do dinheiro levantado na venda de ações. O risco dessa operação é que a ponte não leve a lugar nenhum, uma vez que não haja ambiente para abrir capital. Nesse caso, as empresas podem ter dificuldade para pagar os empréstimos e os bancos ficarem com um mico em suas carteiras.

Fonte: Gazeta do Povo Online

24/07/2007

Ofertas iniciais na Bovespa vêm mostrando boa aceitação, afirma Citigroup

Afastando antigos temores, o Citigroup revê sua opinião acerca das IPOs (Initial Public Offerings) na Bovespa. Não há indícios de saturação até o momento. Ou seja, o mercado vem "digerindo bem" as ofertas iniciais de ações.

Apesar da grande quantidade de estreantes na bolsa, a forte demanda observada e o gerenciamento adequado das ofertas apontam para um cenário sem excessos e ainda favorável a futuras empreitadas.

Estréias rentáveis

As estatísticas do Citigroup atestam que as IPOs vêm superando o Ibovespa durante os últimos 12 meses. Na média ponderada, os investidores que apostaram em ofertas iniciais ganharam 40,3%, contra 25,6% do Ibovespa.

O bom desempenho parece estimular novas estréias. O segundo trimestre de 2007 apresentou recorde de 17 IPOs. Só em julho, foram mais sete ofertas iniciais. E na CVM já estão registradas mais 14 para o futuro próximo.

Destaques setoriais

Sob um panorama setorial, as IPOs mais rentáveis são de Mineração, Telecom e Energia & Saneamento. As ofertas do setor de Construção também se destacaram positivamente, a despeito das especulações sobre uma possível saturação.

A exceção fica com o setor de Energias Renováveis, explica o Citigroup. As duas ofertas iniciais do segmento mostraram fraco desempenho.

Antigos temores

Diante da seqüência de IPOs no mercado brasileiro durante o fim de 2006 e início de 2007, os analistas do Citigroup haviam alertado para um possível excesso, que comprometeria a performance das estréias.

Nos últimos 12 meses, companhias nacionais capitalizaram US$ 18,6 bilhões, através de 54 ofertas iniciais e secundárias.

Fonte: UOL Economia

ABC Brasil estréia amanhã na Bovespa

Começam a ser negociadas amanhã, no Nível 2 de Governança Corporativa as ações do Arab Banking Corporation - ABC Brasil, oitavo banco de médio porte a ir para Bovespa neste ano.

Já estão listados o Pine, Sofisa, Paraná Banco, Cruzeiro do Sul, Daycoval, Indusval e o argentino Patagônia. Está em andamento a ofertado já listado Banrisul. E ainda aguardam aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Bicbanco e o Bonsucesso.

A oferta primária e secundária de 45,1 milhões de ações preferenciais movimentou R$ R$ 608 milhões. O preço de emissão foi fixado em R$ 13,50, cifra dentro da estimativa de preços, que oscilava entre R$ 11,50 e R$ 15,50 por papel. Os coordenadores da oferta, bancos UBS Pactual e Itaú BBA, fazem esforços de venda no Brasil e no exterior.

Como o aumento de capital está sujeito à homologação do Banco Central, a liquidação da oferta pode se dar por meio de Units (certificados de depósito de ações), cada um correspondente a uma ação PN. As Units serão negociadas sob o código ABCB11, até a obtenção da homologação. Feito isso, os papéis passam a ser negociados sob o código ABCB4.

Do total ofertado, 44,4 milhões de ações correspondem à oferta primária. A venda de novas ações pode render cerca de R$ 600 milhões ao caixa do banco. Recursos que serão destinados para o fortalecimento da carteira de crédito.

O controle da companhia é do Arab Banking Corporation, por meio da Marsau Uruguay Holdings Sociedad Anonima, atual detentora de 85,6% das ações ON e 83,8% das ações PN, o que representa 83,9% do capital total. Com a realização da oferta, a participação da Marsau deve cair para 56% do capital total.

O Arab Banking Corporation é um dos maiores bancos no Oriente Médio e Norte da África. Com sede em Bahrain, a instituição tem atuação em 21 países. Trata-se de um banco capital aberto, com ações negociadas na Bolsa do Bahrain (Bahrain Stock Exchange - BSE) e classificado como investment grade A3 pela Moody´s Investors Service.

Os principais acionistas do Arab Banking Corporation são: Kuwait Investment Authority com participação de 28,61%; Central Bank of Libya (28,46%) e Abu Dhabi Investment Authority (26,56%). "Pelo fato de os acionistas serem entidades governamentais e o restante estar em bolsa de valores, justifica-se a impossibilidade de informar as participações societárias até o nível de pessoa natural", indica o prospecto.

O bloco de acionistas vendedores, responsável pela venda de 700 mil ações, é composto pela Marsau e pelos diretores do banco Tito Enrique da Silva Neto; Anis Chacur Neto; José Eduardo Cintra Laloni; Gustavo Arantes Lanhoso; Sérgio Lúlia Jacob e Marco Antonio de Oliveira.

A instituição foi constituída em dezembro de 1983, como Banco Roma de Investimentos, instituição financeira controlada pelo Grupo Roberto Marinho (Rede Globo de comunicação). Em 1997, o Arab Banking Corporation adquiriu substancial participação acionária do Grupo Roberto Marinho, tornando-se acionista controlador. Nesse mesmo ano, a denominação passou a ser Banco ABC Brasil.

O foco de atuação do banco é o empréstimo para empresas de médio porte, com faturamento entre R$ 30 e R$ 250 milhões por ano, médio-grande porte (faturamento entre R$ 250 milhões a R$ 2 bilhões) e grande porte (acima de R$ 2 bilhões).

Em 31 de março de 2007, o valor total dos ativos era de R$ 4,24 bilhões e a carteira de crédito, incluindo garantias prestadas, era de R$ 3,19 bilhões, representando um crescimento de 24,6% em relação ao mesmo período de 2006.

O ABC possui aproximadamente 2.400 clientes, dos quais 900 encontram-se ativos. O lucro líquido do primeiro trimestre somou R$ 18 milhões, um crescimento de 38,5% sobre o registrado em igual período do ano passado. O banco comprova sua eficiência indicando um baixo índice de inadimplência, 0,24% da carteira de crédito total na média dos últimos dez anos. Outro ponto destacado é o controle pelo ABC. "Acreditamos que o apoio de nosso acionista controlador, inclusive com a disponibilização de linhas de crédito, fortalece nossa solidez financeira e facilita nosso amplo acesso a fontes de captação em condições bastante competitivas em termos de diversificação, custo e prazo de pagamento", indica o prospecto.

Fonte: JB Online

20/07/2007

Banco Patagônia lança BDRs e Minerva estréia no Novo Mercado

Os certificados de depósito de ações (BDRs – Brazilian Depositary Receipts) do Banco Patagônia S.A serão negociados a partir desta sexta-feira na abertura do pregão da Bovespa. Outra estréia do dia serão as ações ordinárias da Minerva S.A, que farão parte do Novo Mercado. Com a chegada destas duas empresas, a Bovespa já acumula no ano 36 ofertas públicas iniciais (IPOs).

O ingresso da Minerva eleva para 128 o número de companhias que participam dos segmentos especiais, sendo 74 no Novo Mercado, 15 no Nível 2 e 39 no Nível 1. A empresa também passa a integrar a carteira do Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC). O Banco Patagônia é a sexta companhia a listar seus BDRs no pregão tradicional da Bovespa.

Fonte: Monitor Mercantil Digital