24/08/2007

Crise nas bolsas: perda média dos fundos de ações é de 11,50% em 30 dias

Apesar da ameaça de melhora de cenário nos últimos dias, nesta quinta-feira (23) novos desdobramentos da crise subprime trouxeram tensão adicional às principais bolsas internacionais.

Também penalizados com os efeitos negativos da crise subprime, até o dia 17 de agosto os fundos de ações acumulavam desvalorização média de 11,50% em 30 dias (excluindo os dados de fundos fechados e fundos PIBB).

No período em questão, o patrimônio líquido (PL) destes fundos teve perdas de R$ 9,609 bilhões, montante que representa 11,87% do PL destes fundos ao final de julho (R$ 65,107 bilhões).

Perda média de 11,50%

A tabela abaixo relata a rentabilidade das classes de fundos de ações listadas pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) no acumulado de 30 dias encerrados em 17 de agosto. Os dados desconsideram os fundos fechados de ações e os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa).

Tipo de Fundo Rentabilidade 30 dias*
Ações Ibovespa Indexado -15,61%
Ações Ibovespa Ativo -15,57%
Ações Ibovespa Ativo com alavancagem -15,82%
Ações IbX Indexado -15,08%
Ações IbX Ativo -15,26%
Ações IBX Ativo com alavancagem -11,77%
Ações setoriais telecomunicações -15,61%
Ações setorias energia -11,63%
Ações outros -14,19%
Ações outros com alavancagem -6,49%
Total** -11,50%


*Rentabilidade acumulada no período de 30 dias encerrado em 17 de agosto

**Rentabilidade média dos fundos de ações, proporcional a patrimônio líquido de cada classe (excluindo fundos fechados e fundos PIBB)

A rentabilidade média foi calculada de acordo com o peso do patrimônio líquido de cada classe de fundos na composição do PL total dos fundos de ações. Os dados desconsideram os fundos fechados de ações e os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa).

Nesta mesma base comparativa, a desvalorização acumulada pelo Ibovespa - principal índice da Bovespa - era de 15,63%. Além de a perda média dos fundos de ações ser inferior à apresentada pelo benchmark, individualmente apenas os fundos "ações Ibovespa ativo com alavancagem" tiveram desempenho inferior ao do Ibovespa.

Fonte: UOL Economia

21/08/2007

Petrobras fecha contrato para plataforma no Golfo do México

A Petrobras selecionou a companhia norueguesa de serviços petrolíferos BW Offshore para o fornecimento de uma plataforma de produção, armazenagem e distribuição (FPSO) que será operada nos campos de Chinook Cascade, no Golfo do México.

A BW Offshore disse que o contrato, que precisa de aprovação final, tem valor nominal de US$ 740 milhões.

"O contrato cobre um total de até oito anos, incluindo períodos opcionais de até três anos após os primeiros cinco anos", informou a companhia norueguesa em comunicado.

O acordo final está sujeito à aprovação pelo conselho da administração da Petrobras e pelos sócios na operação dos campos, divulgou a BW Offshore.

A plataforma deverá começar a produzir no primeiro trimestre de 2010.

Fonte: UOL Economia

Dirigentes dos EUA tranquilizam mercado; Bovespa chega a atingir 50 mil pontos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que operava de modo instável, passou a definir trajetória de alta no começo da tarde, chegando a atingir 50 mil pontos.

Às 16h30, o Ibovespa, principal ínice de ações do país, havia recuado um pouco, aos 49.886 pontos, alta de 1,38%. Durante a manhã, alternava altas e baixas. O dólar, que registrava alta no começo dos negócios, parou de subir.

A escalada da Bolsa brasileira acompanha os mercados norte-americanos, onde os investidores se acalmaram depois da declaração de um senador, o presidente do comitê bancário do Senado norte-americano, Christopher Dodd.

Segundo ele, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse estar preparado para usar todas os meios disponíveis para amenizar a turbulência. O parlamentar, democrata, é pré-candidato à eleição presidencial de 2008.

Pouco antes, os índices americanos operavam em queda, repercutindo a afirmação do secretário do Tesouro, Henry Paulson, de que não há solução rápida para as preocupações com liquidez que estão afetando o mercado.

Na Ásia, os mercados de ações subiram nesta terça-feira. O banco central japonês injetou mais US$ 7 bilhões no setor financeiro. A intervenção é a quarta consecutiva da autoridade monetária japonesa e a sexta nos últimos 12 dias.

Ainda hoje, os governos do Japão e dos Estados Unidos decidiram manter o alerta sobre os mercados financeiros após a recente crise global, informou a agência de notícias japonesa "Kyodo".

Ontem, o Banco Central do Brasil anunciou que as reservas internacionais do país cresceram US$ 6,7 bilhões durante a onda de turbulências, atingindo US$ 160 bilhões. As reservas indicam qual a capacidade de a autoridade monetária socorrer os mercados em caso de emergência.

Crédito
O banco francês BNP Paribas, um dos maiores da Europa, anunciou hoje que pretende abrir até o final de agosto os fundos que haviam sido congelados no dia 9 de agosto por estarem expostos a empréstimos imobiliários de segunda linha dos Estados Unidos.

Naquela data, a instituição havia impedido seus clientes de sacarem dinheiro de três fundos, medida que fez aumentar fortemente as preocupações dos investidores sobre crédito, desencadeando uma seqüência de seis quedas seguidas em Bolsas de todo o mundo.

Ainda, o bilionário norte-americano Warren Buffett pode comprar partes da empresa de hipotecas Countrywide Financial. A companhia foi uma das responsáveis pela turbulência nas Bolsas, ao anunciar, no dia 24 de julho, uma queda de 33% no lucro trimestral, número bem mais fraco que o esperado.

Pesquisa
O ambiente econômico da América Latina é o melhor em sete anos, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o instituto alemão Ifo. O índice utilizado no estudo atingiu 5,9 pontos, número mais alto desde abril de 2000.

Mas o dado estatístico mais aguardado da semana, pelos investidores do mercado financiro, é o número de moradias novas vendidas nos Estados Unidos. A informação será divulgada na sexta-feira e deve fornecer uma pista mais concreta sobre o tamanho da crise no setor de crédito imobiliário.

Fonte: UOL Economia

Dólar sobe e fecha a R$ 2,035, com cautela de investidores

O dólar diminuiu a intensidade do sobe-e-desce e fechou em alta de 0,3% nesta terça-feira, em uma sessão dominada pela cautela à espera de notícias sobre a crise nos mercados de crédito.

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,035. No mês, a divisa acumula valorização de 8,07%.

O dólar já começou o dia em alta, influenciado pela fraqueza nos mercados internacionais. Segundo Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, houve saídas importantes de estrangeiros no início da sessão, principalmente no mercado futuro de juros e câmbio.

Paulo Fuijsaki, analista de mercado da corretora Socopa, frisou também a prudência de muitos exportadores, que esperavam uma definição mais clara antes de oferecer os dólares trazidos pelo comércio exterior.

Ao longo do dia, porém, a relativa calmaria das bolsas de valores em Nova York e a alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) permitiram que a cotação da divisa cedesse e se mantivesse perto da estabilidade. "A gente vai passar (por) alguns dias de cautela, (temos que) esperar bastante para observar o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer", disse Battistel.

Saída de estrangeiros
Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, avalia que "assim que a operação 'retirada de investidores estrangeiros' se acomodar, o preço da moeda americana 'derrete' rapidamente, pois a alta nada tem a ver com a crise externa" de forma direta, somente indireta.

Battistel, entretanto, afirma que a própria perspectiva de instabilidade no mercado de câmbio no curto prazo tem afastado alguns investidores. Nos últimos meses, explica, o consenso de que o dólar seguiria fraco havia reforçado a vinda de estrangeiros interessados no alto rendimento proporcionado pelos juros do país.

Eles aumentavam os ganhos porque seus ativos no Brasil se valorizavam em dólar à medida que caía a cotação da moeda norte-americana.

Em meio à saída de alguns investidores, o Banco Central manteve a postura de não comprar dólares no mercado à vista. O último leilão realizado pelo BC foi em 13 de agosto, antes do auge da turbulência nos mercados. As operações, que eram realizadas há quase um ano em todas as sessões normais, ajudaram a levar as reservas internacionais acima do patamar recorde de US$ 160 bilhões.

Para Nehme, o Banco Central deve voltar a comprar divisas no mercado à vista após a acomodação do dólar abaixo de R$ 2. "Neste momento só estimularia mais a alta se persistisse comprando. E (também) seria totalmente fora de propósito a autoridade entrar vendendo dólares neste momento, pois a pressão é pontual e de causa conhecida", argumentou.

Fonte: UOL Economia

Japão e EUA manterão alerta sobre mercados financeiros

O ministro de Finanças do Japão, Koji Omi, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, decidiram hoje manter o alerta sobre os mercados financeiros após a recente crise global, informou a agência de notícias japonesa "Kyodo".

Os dois conversaram por telefone a pedido de Paulson e decidiram manter o contato para acompanhar com atenção os movimentos do mercado.

Omi mostrou preocupação com a crise financeira e seu impacto na economia japonesa. Mas negou que os ministros de Finanças dos sete países mais industrializados do mundo (G7) possam se reunir antes das conversas marcadas para outubro, em Nova York.

O ministro opinou que a situação já se acalmou, embora ainda seja preciso resolver o problema completamente.

Sobre a reunião do comitê do Banco do Japão (central) sobre as taxas de juros, esta semana, Omi afirmou que o Governo espera que o órgão tome uma decisão "apropriada" após levar em conta "a situação".

Fonte: UOL Economia

China promove novo aumento em taxas de juro para tentar conter economia

A China elevou nesta terça-feira as taxas de empréstimo e de depósito como parte de seus esforços para estabilizar as expectativas de inflação e controlar o crédito.

A taxa de empréstimo de um ano passará de 6,84% para 7,02% a partir de amanhã. O custo do depósito de um ano ficará em 3,6% frente ao 3,33% anteriores.

O aumento anunciado hoje, o quarto já feito este ano, veio depois de pressões inflacionárias e o avanço na oferta de dinheiro.

Fonte: UOL Economia

Mercados da Ásia ampliam alta, com maior confiança dos investidores

As Bolsas de Valores da Ásia ampliaram ganhos nesta terça-feira depois que preocupações relacionadas a crédito diminuíram e um iene mais fraco motivou alta nas ações de companhias exportadoras. Uma decisão da China de permitir residentes investir diretamente em Hong Kong impulsionou o mercado.

A confiança dos investidores está lentamente se recuperando depois que o Federal Reserve acalmou os mercados cortando taxa de redesconto, juro usado nos empréstimos do banco central aos bancos comerciais, na sexta-feira.

"Apesar de termos visto fortes ganhos ontem, ainda há preocupações sobre o impacto da questão do crédito imobiliário de risco à economia norte-americana. Ainda vemos volatilidade alta", disse Kim Joong-hyun, analista do Goodmorning Shinhan Securities, na Coréia do Sul.

O indicador MSCI que reúne os principais mercados da região da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, subia 0,24%, ampliando ganhos de 6% da véspera, os maiores desde de setembro de 1998.

A Bolsa de TÓQUIO encerrou em alta de 1,07%, adicionando ganhos à valorização de 3% da véspera. Investidores compraram ações da Sony e da Canon após o recuo do valor do iene.

O mercado em HONG KONG avançou 0,62%, para 21.729 pontos, enquanto que em SEUL, a Bolsa subiu 0,28%, a 1.736 pontos. TAIWAN recuou 0,43%.

A Bolsa de CINGAPURA registrou queda de 2,82%, a 3.228 pontos, SYDNEY se valorizou em 0,96% e XANGAI avançou 1,03%. O mercado das FILIPINAS foi destaque, disparando quase 10%, após feriado da segunda-feira que deixou a Bolsa do país fechada,enquanto mercados regionais registraram fortes ganhos.

Fonte: UOL Economia

20/08/2007

Bovespa fecha em alta de 1,33%, mesmo com instabilidade nos EUA

A instabilidade dos mercados de ações nos Estados Unidos nesta segunda-feira não impediu que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operasse em alta durante todo o dia e encerrasse os negócios com ganho de 1,33%, a 49.206 pontos.

Com o fechamento de hoje, o Ibovespa, principal índice de ações do país, completa dois dias de valorização, após registrar seis baixas seguidas desde 9 de agosto. Entre aquela data e esta segunda-feira, a Bolsa brasileira acumula queda de 10,9%. Só na semana passada, a baixa foi de 7,75%.

Hoje, a empresa norte-americana de crédito imobiliário Thornburg Mortgage anunciou que venderá ativos no valor de US$ 20,5 bilhões, devido às "condições sem precedentes que reinam no mercado de hipotecas".

A informação contribuiu para deixar investidores cautelosos. Antes da notícia, as Bolsas dos Estados Unidos operavam em alta.

O mercado ainda repercutia a medida de sexta-feira do Federal Reserve (o banco central norte-americano), de baixar de 6,25% para 5,75% a taxa de empréstimos emergenciais para bancos comerciais. Isso aumentou a expectativa de que a taxa básica de juros da economia daquele país, hoje em 5,25% ao ano, sofra uma redução.

Ainda, a decisão de injetar US$ 3,5 bilhões no mercado nesta segunda contribuiu positivamente para as Bolsas. Pela quantia, a medida é considerada rotineira, mas, somando com o socorro que vem sendo feito desde 9 de agosto, a ajuda já atingiu quase US$ 100 bilhões.

Apesar das atuações do Fed, os investidores ficaram hesitantes, provocando instabilidade nos mercados de Nova York, onde os principais índices de ações abriram em alta, passaram a cair, e voltaram a subir, fechando em nível positivo.

Na Ásia e na Europa, as Bolsas também fecharam em alta.

A turbulência nos mercados ocorre porque os investidores ainda não conseguiram mensurar o tamanho da crise no setor de crédito imobiliário dos Estados Unidos. Um dado estatístico que deve fornecer uma pista sobre essa crise é a pesquisa sobre vendas de novas moradias no mês de julho, que será divulgada na sexta-feira 24.

Economia real
Apesar da forte turbulência dos mercados mundiais na semana passada, analistas de mercado não baixaram suas previsões para o crescimento econômico, para a expansão da produção industrial e para o saldo da balança comercial no Brasil.

Economistas chegaram a elevar levemente a previsão de alta do PIB (produto interno bruto). Levantamento divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, com cerca de cem instituições financeiras que atuam no país, mostram uma expectativa de que a economia cresça 4,62% neste ano. Uma semana antes, a previsão era de 4,6%. Mas as previsões sobre inflação e câmbio também subiram, segundo a pesquisa do BC.

BC australiano
Na Austrália, o banco central local injetou nesta segunda-feira mais recursos no sistema bancário, para conter a pressão de alta sobre algumas taxas de juros de curto prazo.

Em sua operação diária no mercado aberto, a instituição colocou 3,34 bilhões de dólares australianos (US$ 2,67 bilhões) em dinheiro no sistema.

Na sexta-feira, a injeção havia sido de 3,87 bilhões de dólares australianos. A média diária da semana passada foi de 2,55 bilhões de dólares australianos.

Na quinta-feira 16, o banco Rams Home Loan, da Austrália, se disse incapaz de refinanciar uma dívida de US$ 6,2 bilhões.

Fonte: UOL Economia

16/08/2007

Após despencar mais de 8%, Bovespa reduz queda

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai despencando nesta quinta-feira. Às 15h40, caía 5,09%, a 46.775 pontos. Cerca de duas horas antes, o recuo era de 8,36% (veja gráfico com atualização constante).

Desde a última quinta-feira até o encerramento de ontem, a queda foi de 10,8%. Se continuar nesse ritmo, a Bolsa voltará em poucos dias ao nível de pontuação com que começou o ano. Para retornar aos 44.473 pontos registrados no primeiro pregão de 2007, é necessária uma baixa de cerca de 10% a partir de hoje.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, o mais importante do mundo, opera em baixa e já perdeu 10% nos últimos 30 dias.

Na Europa, as Bolsas tiveram forte queda hoje, com o principal índice registrando seu pior resultado diário em quatro anos. Na Ásia, fecharam em forte queda. O dólar faz o caminho inverso e dispara.

Em resposta, o Federal Reserve (banco central dos EUA) injetou hoje US$ 17 bilhões no mercado; o Banco do Japão, US$ 3,3 bilhões.

Cada vez pior
O motivo das fortes quedas nas ações de todo o mundo é que analistas ainda não sabem qual o tamanho da crise. "As notícias têm vindo cada vez piores. Os tentáculos desta crise de crédito continuam se espalhando", disse Angel Mata, diretor-gerente de operações com ações listadas na Stifel Nicolaus Capital Markets, em Baltimore.

A Countrywide Financial, maior empresa dos Estados Unidos no ramo de hipotecas, anunciou que precisou pegar emprestados US$ 11,5 bilhões em uma linha de crédito para aumentar sua liquidez.

Essa mesma companhia deu início à atual onda de turbulências nas Bolsas do mundo, iniciada em 24 de julho (e intensificada na quinta-feira passada). Naquela data, ela havia anunciado que seu lucro caiu 33% no último trimestre, ficando abaixo do esperado.

Preço da crise
Contribuiu para aumentar as preocupações desta quinta uma declaração do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, ao "Wall Street Journal". Ele disse esperar que a turbulência nos mercados "cobre um preço" sobre o crescimento econômico. Hoje, um dos principais problemas dos analistas de mercado é saber até que ponto a crise das Bolsas afetará a economia real.

Já o presidente do Federal Reserve de St. Louis disse à empresa de informação financeira Bloomberg que a instabilidade dos mercados não afetou a economia e que não há necessidade de corte de juro atualmente.

Agências serão investigadas
O foco dos problemas passa a ser a falta de transparência no mercado, já que agências de classificação de risco não alertaram para os problemas do setor de crédito imobiliário de segunda linha ("subprime", no jargão em inglês) nos Estados Unidos.

Agências como a Standard's & Poors (S&P) e a Moody's serão investigadas pela Comissão Européia por sua lenta resposta à crise, afirma o jornal econômico britânico "Financial Times" hoje.

Além disso, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, solicitou nesta quinta-feira ao G-7 (grupo dos sete países mais desenvolvidos economicamente) que analise a transparência dos mercados e a solidez dos produtos financeiros.

No Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia que organiza o mercado de ações, colocou hoje em audiência pública uma revisão das regras sobre a atuação dos analistas de investimentos e sugere um "código de conduta" para jornalistas. O texto não associa essas propostas diretamente à atual crise.

Fonte: UOL Economia

Dólar dispara e chega a anular toda a queda acumulada no ano

O dólar comercial avança fortemente desde o início dos negócios desta quinta-feira e chegou a anular toda a queda acumulada ao longo do ano.

Por volta das 14h20, saltava mais de 5% e era cotado a R$ 2,136, mesmo valor em que abriu o primeiro pregão de 2007. Em seguida, a alta foi amenizada. Às 15h, a moeda subia 3,3%, a R$ 2,098.

O câmbio vem de uma seqüência ininterrupta de cinco altas. Desde a quinta-feira da semana passada (dia 9) até o encerramento da sessão de ontem, subiu 7,69%, passando de R$ 1,886 para R$ 2,031.

Com a alta de hoje, a moeda anula toda a desvalorização acumulada no ano. Ela abriu o ano cotada a R$ 2,136. Em 23 de julho, um dia antes do início da atual onda de turbulências, acumulava queda de 13,7% no ano, sendo vendida por R$ 1,843.

"Neste ambiente, não há limites para queda nas Bolsas e nem para alta no preço da moeda americana, até que as prateleiras dos investidores estrangeiros estejam vazias no Brasil", disse Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.

Moedas de emergentes caem
Ontem, a maior parte das moedas latino-americanas se desvalorizou em relação ao dólar. Isso acontece, principalmente em países emergentes, por conta das sucessivas quedas das Bolsa de Valores, inclusive a Bovespa.

Os mercados de ações são afetados por um conjunto de acontecimentos que, desde 24 de julho, vêm aumentando as preocupações com o crédito de segunda linha no setor de imóveis ("subprime", no jargão em inglês) nos Estados Unidos.

Os investidores estrangeiros vendem as ações que têm nesses países e trocam seu dinheiro por dólar, para comprar papéis menos arriscados no exterior, principalmente os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados o investimento mais seguro do mundo.

Isso aumenta a procura pela moeda norte-americana, valorizando-a. Entre os dias 1º e 10 de agosto, os estrangeiros retiraram R$ 1,595 bilhão da Bovespa.

Fonte: UOL Economia

Empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi em valor de mercado, calcula Economática

Em quase um mês 316 empresas brasileiras de capital aberto perderam US$ 209,7 bilhões de seu valor conjunto de mercado, aponta estudo da Economática realizado com dados entre 19 de julho e 15 de agosto. Esse montante, diz a consultoria, é pouco maior do que todo o valor de mercado das empresas chilenas. Nos sete principais mercados da América Latina (México, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil), as 775 companhias de capital aberto viram seu valor conjunto diminuir US$ 322,2 bilhões.

No mesmo intervalo, na esteira da crise do crédito imobiliário, as companhias americanas perderam US$ 1,651 trilhão em valor de mercado, mais do que valem todas as 775 empresas latino-americanas estudadas.

Para esta comparação, foram analisadas as 1.204 maiores companhias por valor de mercado dos EUA. Somente as cinco maiores quedas - da Exxon Mobil, General Electric, Microsoft Corp, Citigroup e Chevron Texaco - somaram US$ 190,1 bilhões no intervalo.

Para chegar ao valor de mercado, a Economática multiplica o preço da ação mais líquida (mais negociada) da empresa pela quantidade dessas ações. As amostras consideradas (de 316 brasileiras e 775 latino-americanas) são de companhias com valores de ação disponíveis em 19 de julho e em 15 de agosto.

Por esse critério, a Economática calculou que o valor de mercado das 316 unidades brasileiras caiu de US$ 1.003 trilhão para US$ 793,8 bilhão nesse período. A avaliação das 775 empresas latino-americanas baixou de US$ 1,928 trilhão para US$ 1,606 trilhão. Nos EUA, as 1.204 companhias tiveram o valor de mercado diminuído de US$ 16,983 trilhões para US$ 15,332 trilhões.

Fonte: UOL Economia

Bolsa de Seul despenca e puxa baixas na Ásia

As bolsas de valores da Ásia tiveram mais um dia de fortes quedas em meio à crise mundial. Em Seul, na Coréia do Sul, o índice Kospi despencou 6,93% para 1.691,98, e o índice de valores tecnológicos Kosdaq baixou 77,85 (10,15%), até 689,07. Os mercados europeus seguem a tendência e abrem em forte baixa.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou a sessão novamente em forte baixa de 1,99%, o que no entanto representa uma recuperação pois durante a sessão o mercado chegou a registrar uma queda de 3,74% devido à crise dos empréstimos hipotecários de risco nos Estados Unidos.

O índice Nikkei 225 perdeu 327,12 pontos (-1,99%) para se situar em 16.148,49 pontos, seu nível mais baixo desde 29 de novembro de 2006.

A empresa australiana Australia's Rams Home Loans Group anunciou que não poderá refinanciar US$ 5 bilhões de sua dívida, o que repercute negativamente na cotação dos bancos.

Em Hong Kong, a bolsa fechou com o índice referencial Hang Seng caindo 703,33 pontos (3,29%), até 20.672,39. Analistas disseram que as bolsas da região, em queda já há vários dias, não viam perdas semelhantes desde a crise causada pelos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Europa
As bolsas européias abriram o pregão de hoje com fortes quedas pelo terceiro dia consecutivo, afetadas pelas baixas nos mercados asiáticos e pelo fechamento em queda de ontem em Wall Street.

Os principais índices dos mercados de valores da Europa caíam nos primeiros minutos de negociação em torno de 2%.

O Euro Stoxx 50, que reúne as 50 principais ações da zona do euro, registrava às 4h40 (de Brasília) uma queda de 2%, até 4.099,7 pontos. Todos seus títulos caíam.

Na zona do euro os títulos com maiores quedas eram os dos setores de matérias-primas (3%), serviços financeiros (3%) e químicos (2,8%).

O FTSE 100 de Londres caía 1,8%, até pontos; o DAX 30, de Frankfurt, 1,9%, para 7.302,46; o CAC 40, de Paris, 2%, chegando a 5.335,26; e o Ibex 35, de Madri, 1,8%, até 14.257,8. Às 5h25 (de Brasília) o euro era cotado a US$ 1,3413, contra US$ 1,3461 do fechamento de ontem.

O nervosismo causado pela crise no mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos foi agravado por especulações sobre a possível quebra de mais um banco norte-americano.

A cotação das ações do banco imobiliário Countrywide caíram drasticamente depois de boatos sobre sua falência, que acabaram tendo repercussão mundial.

"Falta confiança, o mercado não está se tranqüilizando", comentou Kazuhiko Shibata, analista do banco alemão Dresdner Bank para a Ásia.

Economistas europeus já temem que a crise leve os bancos a oferecerem menos empréstimos no futuro, o que pode desaquecer a economia.

"A médio prazo vai ficar mais difícil obter crédito, já que os bancos vão ficar mais cautelosos", diz o economista chefe da Câmara de Comércio e Indústria alemã Axel Nitschke.

Fonte: Invertia

Crise nos mercados globais afeta o Brasil, diz 'Financial Times'

Os ativos financeiros brasileiros sofreram quedas significativas na quarta-feira (16), na medida em que a turbulência nos mercados globais ameaça chegar a uma parte do mundo que parecia relativamente intocada, afirma reportagem publicada na edição desta quinta-feira do jornal britânico "Financial Times".

Um analista ouvido pelo jornal diz que "o Brasil não é imune" à crise e que o país "está claramente mais exposto à economia global e aos mercados financeiros globais do que antes".

Segundo o jornal, grande parte das quedas nos ativos brasileiros é explicada pelas vendas dos investidores que precisam cobrir perdas em outros mercados. "Mas a extensão dessa queda sugere que os investidores podem estar sentido que os ativos são mais arriscados do que eles pensavam", diz a reportagem.

O jornal cita a desvalorização do real, com o dólar ultrapassando a barreira dos US$ 2 pela primeira vez em três meses, e a queda acentuada da Bolsa de Valores de São Paulo, que acumula perdas de 15% no último mês.

Dívida

"Há pouco tempo, na semana passada, administradores de fundos disseram que os mercados brasileiros eram imunes ao contágio, já que estavam livres de papéis de alto-risco, sem liquidez", afirma o FT.

O jornal observa, porém, que alguns analistas já "argumentam que investidores estrangeiros ficaram expostos a créditos de alto-risco no Brasil por meio de grande quantidade de dívida tomada no exterior pelas instituições financeiras do país".

"No ano passado, US$ 18,8 bilhões entraram no Brasil como dívida externa, a maior parte tomada por bancos. Eles investiram parte disso em títulos públicos de alto rendimento, mas uma grande quantidade foi repassada como crédito ao consumidor", diz a reportagem.

Fonte: UOL Economia

15/08/2007

Considerando bom momento para compra, Santander divulga sugestões de ações

Considerando o Ibovespa, principal índice da bolsa, abaixo dos 51 mil pontos como um ponto de compra, o Santander divulgou sua carteira recomendada de ações, visando boas oportunidades aos investidores.

A instituição realizou três alterações em relação ao portfólio anterior, substituindo os papéis de Vale do Rio Doce, Rossi e Guararapes, pelos ativos de Equatorial, Agra e Unibanco.

Bons fundamentos e riscos

Para os analistas do banco, os fundamentos para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro estão cada vez mais isolados do risco de decepção com o crescimento global, visto que os gastos com consumo no país representam sólidos 60% do PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo o Santander, existem dois riscos de curto prazo que os investidores devem acompanhar: o resgate de fundos domésticos e internacionais e qualquer revisão para baixo das projeções de crescimento do PIB brasileiro e global.

Confira as recomendações

Empresa Código Preço-Alvo* Upside**
Gerdau GGBR4 R$ 53,20 21%
CCR CCRO3 R$ 43,00 24%
ALL ALLL11 R$ 27,95 17%
Itaú ITAU4 R$ 97,20 21%
Unibanco UBBR11 R$ 31,80 46%
Dufry DUFB11 R$ 65,00 34%
Perdigão PRGA3 R$ 38,00 13%
Agra AGIN3 R$ 25,70 71%
DASA DASA3 R$ 56,95 38%
Equatorial EQTL11 R$ 30,24 45%

Fonte: UOL Economia

Estrangeiros tiram mais R$ 1,6 bilhão da Bovespa

Somente nos dez primeiros dias de agosto, os investidores estrangeiros retiraram da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mais 1,6 bilhão de reais. A turbulência nas bolsas de todo o mundo nas últimas semanas, fruto da crise no setor de crédito hipotecário nos Estados Unidos ( clique aqui e saiba mais), já havia provocado, em julho, a fuga de 3,2 bilhões de reais do mercado acionário brasileiro – a maior saída já registrada de recursos estrangeiros da bolsa paulista.

No ano, no entanto, o saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa mantém-se positivo em 20,8 bilhões de dólares, devido principalmente à participação de investidores de outros países nas ofertas públicas iniciais (IPOs). Eles investiram 25,8 bilhões de reais em companhias brasileiras, o equivalente a 73,1% do total movimentado pelos IPOs.

Para os especialistas, a fuga de recursos da bolsa paulista deve ser passageira. "Os fundamentos da economia brasileira continuam sólidos. Por isso, quando essa agitação passar, é provável que os investidores estrangeiros voltem com mais apetite ainda pelos papéis brasileiros. O Brasil tem tudo para se tornar o grande receptor de investimentos estrangeiros dentre os emergentes", afirma o ex-ministro da Fazenda e sócio da consultoria Tendências, Maílson da Nóbrega.

Fonte: Portal Exame

Bovespa tem forte saída de capital externo e perde R$ 1,59 bi nos dez primeiros dias de agosto

As saídas líquidas de capital externo da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continuaram fortes nos primeiros dias de agosto. De acordo com dados divulgados pela instituição hoje, o balanço de investimentos estrangeiros até o dia 10 verificava saldo negativo de R$ 1,595 bilhão, resultado de vendas de ações no valor de R$ 12,932 bilhões e compras da ordem de R$ 11,337 bilhões. Com isso, o déficit de capital externo na negociação direta da Bovespa acumulado no ano saltou para R$ 4,981 bilhões.

A forte saída de recursos externos do mercado acionário brasileiro se intensificou em julho. Apenas nesse mês os estrangeiros tiraram R$ 3,248 bilhões (resultado das vendas menos as compras de ações) da Bovespa. De janeiro a junho, o saldo era negativo em apenas R$ 138,6 milhões.

Todos esses números dizem respeito à negociação direta no pregão, excluindo as subscrições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações.

Se forem considerados os ingressos por meio das aquisições realizadas nas ofertas públicas do ano, o saldo acumulado desde janeiro está superavitário em R$ 20,795 bilhões. Foram R$ 25,777 bilhões aplicados nas ofertas, descontados os R$ 4,9 bilhões de saída líquida na negociação direta. A fatia dos estrangeiros representou 73,1% do total das operações realizadas no ano, equivalentes a R$ 35,263 bilhões. As informações consideram os Anúncios de Encerramento publicados até 14 de agosto de 2007.

Fonte: Último Segundo

14/08/2007

BCE observa normalização dos mercados após quatro injeções de liquidez

O Banco Central Europeu (BCE) observou uma normalização dos mercados do euro após quatro injeções de liquidez adicionais e, se a situação não piorar, deve subir as taxas de juros no início de setembro, segundo analistas.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse hoje que a entidade observa uma normalização das condições do mercado de dinheiro após ter fornecido a liquidez necessária para permitir o funcionamento ordenado.

Em novo leilão de financiamento rápido - também chamado de "ajuste fino" -, o BCE injetou hoje ? 7,7 bilhões no mercado, a taxas de juros variáveis e com vencimento de um dia.

Com esta operação de ajuste fino, o BCE ofereceu a oportunidade aos bancos de cobrir as necessidades de liquidez antes de liquidar amanhã a operação principal de refinanciamento, no leilão semanal de toda terça-feira.

Para evitar um colapso por falta de liquidez, nos últimos quatro dias úteis o Banco Central Europeu injetou um total ? 211,256 bilhões adicionais ao mercado, no qual os bancos comerciais pegam dinheiro emprestado do BCE e emprestam entre eles.

Em comunicado, Trichet explicou que o BCE "prestou grande atenção à evolução do mercado", que viveu "um período de nervosismo, no qual vemos um aumento da volatilidade e uma significativa revalorização de riscos".

Neste comunicado, Trichet repetiu a mensagem transmitida em 2 de agosto, após a reunião por videoconferência do conselho de Governo, que decidiu manter em 4% as taxas de juros a curto prazo para a zona do euro.

Na ocasião, o principal diretor do BCE preparou os mercados financeiros para uma alta moderada das taxas, até 4,25 %, no início de setembro.

Os analistas do alemão Commerzbank consideraram que "o BCE só não vai aumentar as taxas de juros se a situação piorar de novo".

Silvia Pepino, analista do JP Morgan, disse à Efe que "é difícil antecipar o que vai acontecer dentro de três semanas, já que houve muitos movimentos nos mercados". Por isso, não é tão certo que a entidade vá aumentar o preço do dinheiro como no início de agosto.

"A situação no mercado do euro se acalmou mas ainda está balançando", disse.

Para ela, o BCE agiu corretamente ao fazer as quatro injeções de liquidez no mercado, na primeira intervenção desde 12 de setembro de 2001, dia seguinte dos atentados terroristas em Nova York.

Christoph Balz, economista do Commerzbank, também avaliou a atuação do BCE já que o aumento da liquidez contribuiu "para reduzir a taxa de juros diária, que na quinta-feira chegou a 4,60%".

Normalmente esta taxa se situa no máximo entre 5 e 10 pontos básicos acima da taxa de referência estabelecida pelo BCE, atualmente em 4%, segundo Balz. Por isso, no final da semana passada superou-a em 60 pontos básicos.

Como os bancos não estavam dispostos a emprestar dinheiro, os juros subiram.

Foi então que o BCE, após contatos com os bancos comerciais da zona do euro, decidiu intervir e injetou ? 94,841 bilhões ataxas fixas de 4%.

Isto quer dizer que todos os bancos que participaram obtiveram o capital necessário a juros de 4%.

As outras três operações de refinanciamento foram a juros variáveis, situação em que os institutos de crédito têm que competir para conseguir liquidez.

A situação já se tranqüilizou, como mostra a queda paulatina da quantia de cada uma das quatro injeções de liquidez, bem como a redução da taxas de juros máximas puxadas pelos bancos comerciais.

Devido ao nervosismo pela incerteza sobre o alcance da crise das hipotecas de alto risco americanas, muitas entidades de crédito européias mostraram que não estão dispostas a emprestar dinheiro aos concorrentes por não saber se estão afetados e poderão devolver.

Fonte: UOL Economia

Bovespa inverte o sentido e caminha para sua quarta queda seguida

O balanço trimestral de empresas norte-americanas como Wal-Mart e Home Depot (esta ligada ao setor imobiliário) decepcionou investidores nesta terça-feira e fez as Bolsas de Nova York caírem, levando consigo os principais mercados de ações do mundo.

No Brasil, as notícias vindas dos Estados Unidos esfriaram a expectativa com relação à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que operava em alta no começo da manhã. Nos últimos três pregões, o mercado paulista acumulou baixa de 5,08%.

Às 13h40, o Ibovespa, principal índice de ações do país, caía 1,14%, a 51.834 pontos. Durante a manhã, chegou a registrar alta de 0,97%. O dólar faz o caminho inverso e registra >forte alta, tendo superado R$ 1,98 por volta das 12h.

A atuação mais branda dos bancos centrais ontem havia sido interpretada como um sinal de que a situação dos mercados melhorou, o que vinha puxando as ações da européias e brasileiras para cima.

Ainda, dados positivos sobre a balança comercial e a inflação dos Estados Unidos alimentavam o clima de trégua nos mercados de ações.

Decepção
A interrupção da alta veio com a notícia de que o lucro do maior varejista do mundo, a rede Wal-Mart, obteve lucro abaixo do esperado e ainda reduziu a previsão de ganhos para este ano. As ações da empresa, no começo dos negócios, caíam cerca de 5%.

A Home Depot, maior rede varejista de produtos para casa, informou que suas vendas caíram pela primeira vez em quatro anos devido à desaceleração do mercado imobiliário norte-americano.

As ações da Home Depot recuavam menos que as da Wal-Mart, apenas 1,7%. Mas, por estar ligada ao setor de imóveis, epicentro da atual onda de turbulências em Nova York e no mundo, tem um efeito considerável sobre o restante das Bolsas.

O Citigroup também é observado de perto por investidores. Uma analista calcula que a turbulência pode custar US$ 1 bilhão à companhia.

Posição dos BCs
O Banco Central Europeu injetou mais US$ 34 bilhões no mercado local nesta terça-feira. Desde a quinta-feira 9, quando o banco francês BNP Paribas impediu que seus clientes fizessem saques de três de seus fundos, o BCE já colocou nos mercados US$ 312,5 bilhões.

Já o Banco do Japão, que também vinha aportando recursos na economia de seu país, fez o caminho inverso nesta terça-feira e retirou do mercado os US$ 13,5 bilhões que havia posto em circulação desde sexta-feira.

A atuação dos bancos centrais do mundo para conter a crise tem sido menor desde ontem, o que é interpretado como um sinal tranquilizador para os investidores.

Dados positivos
Nos Estados Unidos, foi divulgado que a inflação ao produtor subiu 0,6% em julho, bem acima do 0,1% previsto por analistas. No entanto, o núcleo do índice, que costuma influenciar mais o mercado financeiro, registrou alta de apenas 0,1%, abaixo do 0,2% esperado.

Também contribui para amenizar o pessimismo que tomou conta dos mercados desde a última quinta-feira a informação de que o déficit comercial dos Estados Unidos caiu de US$ 60 bilhões em maio para US$ 58,1 bilhões em junho. O número surpreende positivamente analistas, que estimavam um saldo negativo de US$ 61 bilhões no sexto mês do ano.

OTIMISMO EM MÉDIO PRAZO
A turbulência das Bolsas de Valores assusta, mas não deve preocupar quem espera retorno de médio ou longo prazo, dizem analistas. Saiba como o investidor novato pode tirar lições a partir da atual crise e compare os fundos de ações que mais renderam no ano e aqueles que sofreram com a volatilidade dos últimos dias

Fonte: UOL Economia

Conheça o jeito mais seguro de investir na Bovespa

Diante da incerteza sobre o tamanho do ajuste no mercado acionário, hoje a forma mais segura de comprar ações é o POP, que pode garantir ao investidor um retorno mínimo igual ao do DI

Momentos de turbulência não são, necessariamente, sinônimo de perdas na bolsa. Há várias estratégias para se defender em épocas como essa. Para os investidores menos experientes ou mais conservadores, a opção mais segura hoje é o POP (Proteção do Investimento com Participação), produto criado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em fevereiro. Seu objetivo é reduzir os riscos de quem aplica no mercado de capitais. Mas alguns POPs chegam mesmo a oferecer perspectivas de retorno mínimo próximas às de um fundo DI – nada mal para quem quer continuar no pregão com a expectativa de obter um bom retorno mas não sabe se as perdas causadas pela crise do mercado hipotecário americano vão se agravar.

"Em termos de segurança, o POP sem dúvida é o produto do momento", afirma o diretor de Operações da Fator Corretora, Antônio Milano Neto. Todo POP garante ao investidor um preço mínimo de recompra das ações, o que reduz as expectativas de perda. Num exemplo hipotético, se o investidor contratou um POP cujo preço mínimo de recompra seja de 100 reais por papel, ele receberá esse valor no dia do vencimento da aplicação, mesmo que, no pregão, as ações estejam abaixo disso. "É uma opção interessante, porque permite controlar o risco em uma aplicação de renda variável", diz Otávio Sant’Anna, gerente de Home Broker da corretora Coinvalores.

Atualmente, há 118 tipos de contratos de POP autorizados pela Bovespa e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Os produtos baseiam-se nos papéis de oito das companhias mais líquidas do pregão – Ambev, Bradesco, CSN, Itaú, Petrobras, Telemar, Usiminas e Vale do Rio Doce, além do PIBB (fundo de ações lançado pelo BNDES). Criados a partir de fevereiro deste ano, os primeiros POPs vencerão em 20 de agosto, mas há opções de aplicação que vencem até em meados de 2008. Cada POP é obrigado a informar o "capital protegido", isto é, por quanto o investidor poderá revender seus papéis, caso eles caiam abaixo desse piso. Para o POP da Ambev que vencerá neste mês, por exemplo, o capital protegido é de 120 reais. Se, no dia do resgate, a cotação for menor que esta, o aplicador ainda poderá vendê-los por esse preço.

"Renda fixa"

O capital protegido é calculado com base na cotação dos papéis e em projeções para os próximos meses. Por isso, em alguns casos, esse "piso" pode transformar a aplicação praticamente em um fundo de renda fixa, na pior das hipóteses. Um exemplo é o POP montado com as ações preferenciais do banco Itaú (ITAU75). Essa aplicação vencerá em 18 de fevereiro de 2008. Seu capital protegido é de 85 reais – isto é, o investidor não receberá menos do que isso por seus papéis. Nesta segunda-feira (13/8), as preferenciais do Itaú (ITAU4) fecharam em 80,86 reais na Bovespa. Um investidor que tenha aderido ao POP ontem já assegurou um ganho mínimo de 5,11% daqui seis meses.

Outro exemplo é o VALE74, POP baseado nas preferenciais da Vale do Rio Doce (VALE5). Essa aplicação também vencerá em 18 de fevereiro e assegura um preço mínimo por ação de 80 reais. Nesta segunda-feira, esses papéis fecharam em 74,70 reais. Se um terremoto varrer a bolsa nos próximos meses e derrubar os papéis da mineradora, o investidor saberá que ainda embolsará 7% mais ao final da aplicação. Para comparar, basta lembrar que, no primeiro semestre, os fundos DI acumularam alta de 6,16%, e os de renda fixa, 6,06%.

Contrapartida

É claro que segurança custa, e quem procura reduzir seus riscos também acaba abrindo mão de parte do potencial de ganhos. No POP também é assim. A contrapartida à garantia de um preço mínimo de recompra dos papéis que o investir receberá apenas parte da rentabilidade acumulada pelo papel durante o período da aplicação.

Conforme o POP escolhido, o aplicador só receberá 70% ou 80% do rendimento acumulado no período. A diferença ficará para a corretora que assumiu o risco de arcar com eventuais prejuízos para assegurar o preço mínimo do papel. Ainda assim, pode ser um bom negócio. "Em épocas de volatilidade, o princípio geral é preservar o patrimônio. Às vezes, é mais importante não perder, do que ganhar muito", afirma Júlio Capua, analista da America Invest.

O POP também está sujeito à mesma tributação de quem opera no mercado à vista de ações, e no mercado de opções, o que reduz mais o ganho líquido.

Passo-a-passo

Os POPs não são um fundo de investimento como o private equity, por exemplo, que tem um período determinado para captação e, depois, não recebe nenhum outro investidor. É possível comprar POPs até um dia antes de seu vencimento, se for interessante. Para quem pretende entrar nesse mercado, os especialistas dão os seguintes conselhos:

- comprar um POP, em essência, é comprar ações de uma empresa: por isso, escolha a companhia com melhores perspectivas de valorização;

- informe-se: o site da Bovespa traz um guia completo sobre o POP, bem como um simulador para analisar a rentabilidade do produto;

- procure uma corretora autorizada: apenas 26 corretoras têm permissão da Bovespa para operar com o POP; consulte a lista no site da bolsa;

- é possível solicitar a criação de um POP com papéis de uma empresa que não seja uma das oito já autorizadas. Neste caso, é preciso enviar uma requisição à CBLC e à Bovespa. Para ser autorizado, o novo POP precisa atender uma série de requisitos, como basear-se em papéis de uma companhia com boa liquidez.

Fonte: Portal Exame

UBS registra lucro líquido recorde no primeiro semestre

O UBS, o maior banco suíço, registrou um lucro líquido recorde de 8,897 bilhões de francos (cerca de ? 5,338 bilhões) no primeiro semestre, um terço a mais em relação ao mesmo período do ano anterior.

O lucro inclui 1,926 bilhão de francos (? 1,156 milhão) procedentes da venda de 20,7% das participações no grupo suíço de bancos privados Julius Bär, em uma operação realizada no último trimestre, informou hoje o UBS em comunicado.

Entre abril e junho, o UBS registrou um lucro líquido de 5,622 bilhões de francos (? 3,373 bilhões), uma alta de 79% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 72% se comparado ao primeiro trimestre deste ano.

No segundo trimestre, o lucro líquido das prestações de serviço e de comissões alcançou um nível recorde de 8,099 bilhões de francos (? 4,859 bilhões), uma alta de 26% provocada por um aumento de praticamente todos os tipos de comissões.

"O mais destacável é que esse segmento já representa 52% do produto de exploração", disse o diretor financeiro do grupo, Clive Standish.

Nos primeiros seis meses do ano, o lucro por ação subiu dos 2,97 francos por título registrados em 2006 para 4,31 francos, enquanto o rendimento dos fundos próprios se situou em 33%.

Quanto às atividades financeiras, o fluxo de dinheiro subiu 3% entre janeiro e junho, a 86,8 bilhões de francos (? 52,08 bilhões).

O produto de exploração aumentou 15,7% em relação ao primeiro semestre de 2006, para 28,998 bilhões de francos (? 17,399 bilhões).

Os custos de exploração fecharam em 18,786 bilhões de francos (? 11,272 bilhões), 14% a mais em relação ao ano anterior, devido em grande parte ao fechamento da Dillon Read Capital Management (DRCM).

O fechamento da unidade de gestão de investimentos lançada em 2006 representou um custo de 229 milhões de francos (? 137 milhões).

Após os bons resultados registrados este ano, o UBS mostra-se cético em relação ao segundo semestre, no qual "provavelmente terá uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior".

No entanto, atualmente a volatilidade dos mercados é muito elevada, por isso tem sido "muito mais difícil do que o de costume fazer previsões", afirma o comunicado.

"Se as turbulências dos mercados forem mantidas durante o trimestre atual, poderão provocar uma queda dos investimentos, apesar de serem compensadas com as receitas previstas das atividades de gestão de fortuna e de ativos", segundo o UBS.

Fonte: UOL Economia