09/08/2011

Após pior dia desde 2008, Bolsa fecha com alta de 5,10% e acima de 51 mil pontos

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta nesta terça-feira (9), após ter seu pior dia desde a crise de 2008 e fechar com queda de de 8,08% ontem. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) teve ganho de 5,10%, aos 51.150,90 pontos.

É a maior valorização percentual diária desde 29 de outubro do ano passado, quando o índice subiu 5,91%.

O dólar comercial terminou o dia cotada a R$ 1,590 para venda, com queda de 1,39%.

Este é o segundo dia de operação dos mercados após a agência de risco Standard & Poor's rebaixar a nota dos Estados Unidos.
Bolsas internacionais começam a reagir após fortes quedas ontem

As Bolsas internacionais começaram a reagir nesta terça-feira (9), após as fortes perdas registradas ontem, ansiosas pelo anúncio da política monetária do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed).

A instabilidade no mercado financeiro se deve ao temor de recessão global, agravado pelo rebaixamento da nota dos Estados Unidos pela agência de avaliação de riscos Standard & Poor's, na sexta-feira.

BC dos EUA promete manter juros baixos por pelo menos dois anos

O Federal Reserve manteve inalterada a taxa básica de juros e disse que manterá seus estímulos monetários por pelo menos mais dois anos, num esforço para dar suporte à combalida economia, que enfrenta consideráveis divergências internas.

Não está claro se a decisão, que não envolveu nenhuma promessa de compras de títulos, será suficiente para colocar um piso no mercado de ações dos Estados Unidos, que já caiu mais de 15% nas últimas duas semanas.

O Fed disse que o crescimento econômico dos Estados Unidos está se mostrando consideravelmente mais fraco que o esperado, sugerindo que a inflação, que já tem se moderado recentemente, vai permanecer contida no futuro previsível.
Mantega diz que economia global sofrerá por dois anos

Em comentários ao plenário da Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a piora da classificação de risco dos títulos de dívida dos Estados Unidos fará com que a economia global tenha problemas pelos próximos dois anos.

O ministro evitou se comprometer com novas medidas para conter a queda do valor do dólar. Afirmou apenas que neste momento "tudo é possível" e que o governo tomará medidas adicionais se for necessário.

(Com informações de Reuters)

Fonte: Uol

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