O índice principal da Bolsa de Valores de Tóquio, o Nikkei, encerrou a sessão desta terça-feira em queda de 1,68%, aos 8.944.48 pontos. Já o índice Topix, que agrupa todos os valores da primeira seção, perdeu 1,59%, aos 770,39 pontos.
A maior parte das Bolsas asiáticas abriram em forte queda nesta terça-feira, acompanhando o pessimismo nos mercados, que derrubou os índices ao redor do mundo.
A Bolsa de Tóquio abriu em queda de 2,04% e acentuou o recuo nos primeiros minutos da sessão, seguindo a tendência mundial da véspera desencadeada pela decisão da agência Standard & Poor's de rebaixar a nota da dívida dos Estados Unidos. Após 45 minutos de pregão, o índice já caía 4,07%.
A Bolsa sul-coreana interrompeu o pregão por duas vezes nesta terça-feira. Em Seul, o índice Kospi abriu com perdas de 3,29% e atingiu recuo de 5% no início dos negócios. O índice principal da Bolsa de Valores de Hong Kong, o Hang Seng, abriu a sessão desta terça em queda de 6,05%, aos 19.209,7 pontos.
"É provável que a venda massiva de ações continue no mundo todo, mas estamos próximos de ver o ponto final dessas vendas", disse Hiroichi Nishi, diretor da SMBC Nikko Securities, à agência Dow Jones Newswires.
As bolsas de valores da Nova Zelândia e Austrália também abriram com fortes perdas após a queda em Wall Street.
No início das negociações na Austrália, o índice S&P/ASX 200 desabou 157,8 pontos (3,96%) até os 3.828,3 inteiros, enquanto o índice dos All Ordinaries retrocedeu 169 pontos (4,2%) até as 3.887,7 unidades, o nível mais baixo desde julho de 2009.
Enquanto isso, a moeda australiana estava cotada nesta terça-feira a US$ 101,50, dois centavos abaixo de sua cotação do fechamento da segunda-feira.
Na Nova Zelândia, a bolsa registrou seu terceiro dia de perdas e o índice NZX-50 caiu 94,27 pontos (3%) até os 3.091,18 inteiros, após cair cerca de 3% desde sexta-feira passada.
Os índices de Ásia e Oceania acompanham o fechamento de Nova York na segunda-feira, quando o índice Dow Jones perdeu 5,55% e o Nasdaq recuou 6,90%. Bolsas europeias e latino-americanas também fecharam com fortes perdas, em um dia de pânico generalizado.
Na noite de sexta-feira, após o fechamento do mercado, a agência de classificação de risco S&P cortou a avaliação dos EUA de AAA -maior possível- em um grau, para AA+, sob preocupações com os níveis da dívida da maior economia do mundo.
O corte na nota pode eventualmente aumentar os custos de empréstimos tomados pelo governo norte-americano e por companhias, assim como por consumidores.
Fonte: Folha.com
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