SÃO PAULO – Repercutindo o corte no rating norte-americano, o Ibovespa despencou 8,08% nesta segunda-feira (8) - sua maior queda diária desde 22 de novembro de 2008, quando caiu 10,18% -, fechando a 48.668 pontos, mínima desde 30 de abril de 2009, quando marcou 47.289 pontos. Vale mencionar que o índice chegou a cair 9,74% no intraday, quase acionando o Circuit Breaker da bolsa. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 9,599 bilhões.
O corte do rating do país de AAA para AA+ reforçou o temor dos investidores com a situação econômica dos EUA, que já vinham demonstrando desconfiança com a novela que se arrastou para a elevação do teto da dívida norte-americana e um possível calote, colocando em xeque a capacidade de recuperação da maior economia do mundo.
O fato trouxe bastante volatilidade ao mercado, o que ficou nítido no desempenho do VIX, índice da CBOE (Chicago Board Options Exchange) que leva em conta a volatilidade dos preços das ações do S&P 500 e tido como um dos principais medidores de volatilidade de curto prazo no mundo. O índice disparou 50% nesta segunda-feira, sua maior alta em um único dia desde 2007, terminando a sessão aos 48 pontos, maior pontuação desde março de 2009.
Destaques do pregão
Em um pregão onde todas as ações do índice fecharam no campo negativo, o principal destaque ficou com os papéis da Marfrig (MRFG3), que desabaram 24,83% e fecharam cotadas a R$ 9,02.
Agenda
O relatório Focus trouxe redução nas projeções da Selic e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para este ano. Quanto a taxa básica de juros, a projeção passou de 12,75% ao ano para 12,50% ao ano. Já a perspectiva para o IPCA em 2011 recuou de 6,31 para 6,28%.
Ainda no front doméstico, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) marcou taxa negativa de 0,01%, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Enquanto isso, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) marcou deflação de 0,05% em julho.
Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em forte baixa de 6,90% e atingiu 2.358 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 6,66% a 1.119 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 5,55% a 10.810 pontos.
Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou forte baixa de 5,02% e atingiu 5.923 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 4,68% chegando a 3.125 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 3,39% a 5.069 pontos.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 1,45%, sua maior valorização diária desde 21 de outubro de 2010, terminando o dia cotado na venda a R$ 1,610, sua maior cotação desde o dia 16 de junho desse ano. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6006 na venda, alta de 0,70% frente ao último fechamento.
O Banco Central manteve ativo seus leilões de compras de dólares nesta segunda-feira, realizando uma compra bem próximo do fechamento das negociações, com taxa de corte aceita em R$ 1,6114.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros na BM&F fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,29%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11% em relação ao fechamento anterior, a 137,35% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 30 pontos-base, aos 210 pontos.
Confira a agenda da próxima sessão
No Brasil, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente a primeira quadrissemana de agosto,
Ainda no front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anuncia a Pesquisa Industrial Regional de junho e o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mesmo mês.
Nos EUA, o Fed decidirá o novo patamar do juro básico norte-americano, atualmente estabelecido na banda entre 0,0% e 0,25% ao ano.
Fonte: InfoMoney
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