a produtora de soja e algodão Vanguarda, ontem (06), após o fechamento
do mercado, o Vila Rica I Fundo de Investimentos em Participações –
braço de investimentos de Bañuelos na Brasil Ecodiesel – enviou carta
ao conselho de administração da companhia, pedindo convocação de
assembléia de acionistas para votar a destituição do conselho de
administração e do conselho fiscal. O Vila Rica propõe a reformulação
do número de assentos no conselho, de sete para seis membros, além de
eleição dos novos conselheiros e definição de nova data para término
do mandato do colegiado. Cabe ressaltar que o atual conselho havia
rejeitado a incorporação da Vanguarda em maio. De acordo com Marcelo
Paracchini, principal executivo da Veremonte, empresa de Bañuelos, o
desejo é que o novo conselho aprove a criação de um comitê técnico
para avaliar a proposta de incorporação. Por outro lado, Silvio Tini,
um dos principais acionistas da Brasil Ecodiesel, é o maior opositor
da incorporação, alegando que precisava de tempo para "digerir" a
aquisição da Maeda Industrial, feita em dezembro de 2010. Sem nada
definido, a notícia deve trazer instabilidade às ações da Brasil
Ecodiesel..
Suzano – O grupo Suzano fechou a compra do controle do grupo Cepemar,
que compreende em seis empresas que prestam serviços ambientais para
companhias das áreas de petróleo e gás, mineração e siderurgia, papel
e celulose, energia, entre outras. Após a aquisição, a Suzano assume
55% de participação da nova holding. A operação foi provisoriamente
batizada de HES (Holding Environment Services) e ficará sob o
guarda-chuva da IPLF, empresa paralela à Suzano Holding. Para 2011, a
expectativa é que a HES alcance faturamento de R$ 100 milhões. Além
disso, segundo o presidente da nova holding, Ronnie Vaz Moreira,
inicialmente estão previstos investimentos adicionais de R$ 50 milhões
na operação nos próximos três anos. O valor do negócio não foi
divulgado. A notícia é marginalmente positiva para o grupo Suzano, uma
vez em que aponta uma diversificação de seus negócios, estreando em um
segmento muito fragmentado no país. Porém, sem a divulgação de
valores, as ações da companhia não deverão sofrer grandes alterações.
OGX – A companhia anunciou ontem à noite (06) seu plano de negócios
para as descobertas nas Bacias de Campos e de Parnaíba. De acordo com
Paulo Mendonça, Diretor Geral de Exploração da OGX , os recursos que
possui em caixa, de US$ 5,1 bilhões, irão permitir um fluxo de caixa
positivo em 2014 e assegurar uma produção estimada de 730.000 barris
de óleo equivalente por dia até o final de 2015. A fim de financiar as
atividades de exploração e produção, a companhia captou US$ 8 bilhões,
incluindo US$ 1,3 bilhão em colocação privada de ações em 2007, US$
4,1 provenientes do IPO em 2008, e outros US$ 2,56 bilhões em emissão
de títulos de dívida no exterior neste ano. Além disso, a companhia
informou que na bacia de Campos, a produção do primeiro projeto
(complexo de Waimea) começará em outubro de 2011, com uma produção de
até 20 mil barris por dia por meio do poço OGX-26. Já a produção do
segundo projeto (complexo de Waikiki) deve começar no quarto trimestre
de 2013. Na Bacia do Paraíba, o início da produção de gás está
previsto para o segundo semestre de 2012. A empresa espera que novos
projetos potenciais lhe permitirão atingir um patamar de produção de
aproximadamente 1,4 milhão de barris de 2019 em diante. A notícia é
apenas informativa.
Brasil Foods – Às vésperas do julgamento pelo Cade da fusão entre
Sadia e Perdigão, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou na
última sexta-feira (03) um ofício requerendo vista dos autos do
processo. Caso esse pedido seja aceito pelo relator do caso, Carlos
Ragazzo, ou caso for à votação pelo plenário, o julgamento, que está
previsto para ocorrer amanhã (08), será suspenso até que o MPF se
pronuncie. A notícia é apenas informativa, porém traz mais incertezas
em relação à data do julgamento do processo da fusão entre a Sadia e
Perdigão, principal driver para a empresa no curto prazo.
Fonte: Um Investimentos
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