analisando as empresas e entendendo o funcionamento das ferramentas
disponibilizadas pela corretora de valores. Para especialistas, esta é
a melhor maneira de conquistar a independência no mercado acionário e
poder começar a escolher os próprios papéis de maneira consciente e
com boas possibilidades de lucro no futuro.
Segundo o especialista do MoneyFit, André Massaro, a primeira coisa
que o futuro investidor deve fazer quando decidir operar com renda
variável é aprender sobre o mercado. "O dinheiro gasto com educação e
informação costuma ser muito bem investido, já que o conhecimento
evita perdas quando você opera com ações. Por isso, o primeiro passo é
buscar informação séria e não dicas de amigos ou conhecidos", afirma
Massaro.
O especialista ressalta que existem diversas maneiras de conhecer mais
sobre renda variável, desde procurar por cursos até ler bons livros
disponíveis. "Tem livros, palestras, seminários, cursos. Existem,
inclusive, coisas gratuitas que o investidor pode aproveitar", diz.
Apesar disso, ele lembra que é importante verificar se a fonte da
informação é isenta e se atende às necessidades do investidor. "Tem
gente que faz seminário apenas para vender algum produto ou serviço. É
preciso ficar atento com as armadilhas, existem muitas promessas neste
mercado", afirma Massaro. "O futuro investidor pode até se apoiar na
opinião de terceiros, desde que sejam pessoas habilitadas e com bom
conhecimento", completa.
Entender as operações
O gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo
Portinho, lembra que o investidor que pretende operar com o mercado
acionário precisa, em primeiro lugar, entender as operações de compra
e venda de ações. "Para isso, ele leva um tempo médio de três a seis
meses, até se acostumar com a ferramenta da corretora", afirma
Portinho.
De acordo com Massaro, do MoneyFit, uma boa alternativa para ganhar
experiência com as ordens de compra e venda é começar utilizando um
simulador de home broker.
"Depois de ter adquirido um conhecimento razoável, o investidor pode
começar a operar por meio de simuladores, para entender como são
feitas as ordens de compra e venda e se acostumar mais com as
oscilações dos papéis", afirma. "A maioria possui um alto grau de
realidade e dá para ter uma boa noção da parte operacional", continua.
Ao mesmo tempo, ele aponta que o investidor pode começar a aplicar
pequenas quantias por meio de clubes de investimentos ou fundos de
renda variável. "Neste começo, a aplicação deve ser de um valor
pequeno", diz.
Portinho também concorda neste ponto. "Nós aconselhamos que o
investidor compre valores pequenos, mas seja constante nos
investimentos, para formar uma poupança mesmo", diz.
Conhecer a companhia
Segundo o gerente-geral do INI, depois que o investidor estiver
familiarizado com a parte operacional, o passo seguinte é estudar as
companhias. "O investidor de longo prazo precisa entender os
fundamentos da empresa em que pretende investir. Saber o histórico e
entender os balanços e os números da companhia é muito importante e é
algo que se leva de um a dois anos", afirma Portinho.
Segundo ele, esta é a melhor maneira de fazer investimentos mais
seguros, baseados em bons fundamentos e com boas chances de retorno no
longo prazo. "É claro que estou me referindo aos investidores de longo
prazo, que aplicam um pouco por mês durante muito tempo. Os traders,
aqueles que querem fazer transações curtas, devem estudar os
gráficos", afirma Portinho.
Fonte: InfoMoney
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