voltou a dominar o noticiário e o Ibovespa alcançou sua sexta queda
consecutiva no pregão da última terça-feira (12), ao fechar com
desvalorização de 0,86%, aos 59.704 pontos. Apesar dos líderes da
União Europeia terem acenado por um fundo de resgate mais flexível
para auxiliar a Grécia e os demais países devedores, os investidores
mantiveram-se céticos, frente a um possível contágio aos países
periféricos da região.
Ademais, pouco antes do fechamento, a Moody's anunciou o corte do
rating da Irlanda para grau especulativo, contribuindo para o
derretimento das bolsas norte-americanas e europeias. "Uniu-se o
cenário ruim na Europa ao cenário não tão positivo no mercado
norte-americano, após os dados abaixo do esperado da Balança
Comercial. E em tempos de crise, quem sofre o pedágio são os países
não consolidados, como os emergentes", diz o sócio-diretor da TBCS,
Marcelo Cincão.
Por conta disso, a corretora trabalha com um viés mais baixista para o
curto-prazo, entre os 50 mil e 55 mil pontos. "O cenário ainda é
turbulento e muito volátil" e continua a priorizar os eventos
macroeconômicos externos em detrimento do desempenho corporativo,
explica o diretor. Por outro lado, "o cenário corporativo pode ser a
única esperança no curto prazo, com o lucro das empresas trazendo
certo alívio". A temporada doméstica tem início nesta quarta-feira
(11), com a Localiza (RENT3). "Também há boas oportunidade em small
caps", lembra Marcelo.
Ibovespa não resistirá à quedas em Wall Street
A bolsa brasileira está bastante atrelada à norte-americana e, se
quando os mercados de Wall Street estavam em alta, o Ibovespa já tinha
dificuldades em avançar, o desempenho pior das bolsas do país pode ser
definitivo para manter os negócios locais no vermelho, diz o
sócio-diretor da TBCS.
A agenda dos EUA neste pregão traz o discurso de Ben Bernanke à
Câmara, e o resultado fiscal de junho. Além disso, continuam a pesar
as negociações sobre a elevação do teto de endividamento dos Estados
Unidos, que será anunciado no início de agosto. Por aqui, poucas
novidades entre os indicadores, com o IBC-Br (índice de Atividade
Econômica do Banco Central), indicador que tenta antecipar o resultado
do PIB (Produto Interno Bruto).
Fonte: InfoMoney
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