conta da apreensão acerca da situação econômica na Zona do Euro, o
Ibovespa alcançou sua sexta queda consecutiva no pregão desta
terça-feira (12) ao fechar com desvalorização de 0,86%, atingindo os
59.704 pontos, sua menor pontuação desde 25 de maio de 2010, quando
chegou à marca de 59.184 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,763
bilhões.
Apesar dos líderes da União Europeia terem acenado por um fundo de
resgate mais flexível para auxiliar a Grécia e os demais países
devedores da região na última segunda-feira (11), os investidores
demonstraram estar preocupados com a deterioração da situação da crise
fiscal na Zona do Euro e um contágio de economias centrais do grupo,
com as preocupações acerca da Itália ainda se mantendo no radar.
Os investidores também avaliaram a ata da última reunião do Fed, que
mostrou divergência dos membros do comitê acerca da inclusão de um
novo plano incentivo do governo norte-americano. Ademais, a Moody's
anunciou pouco antes do fechamento do pregão o corte do rating da
Irlanda para grau especulativo. Vale mencionar que tanto as bolsas
europeias quanto as norte-americanas tiveram mais um dia de perdas.
Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor siderúrgico, com
Usiminas (USIM5, -4,04%, R$ 12,36; USIM3, -3,86%, R$ 20,91) e Gerdau
(GGBR4, -3,39%, R$ 15,38) ocupando o extremo negativo do índice. As
ações da GOL (GOLL4, -3,20%, R$ 18,15) também voltaram a figurar entre
as maiores perdas neste pregão.
Também no vermelho, aparecem as ações do Pão de Açúcar (PCAR4), que
recuaram 1,96%, cotadas a R$ 65,00, em dia marcado pelo comunicado
enviado pelo Grupo Casino - um dos acionistas da varejista brasileira
-, anunciando que ele rejeitou a proposta de fusão com o Carrefour.
Na ponta positiva, destaque para as ações da TAM (TAMM4, +2,51%, R$
36,75) que registraram a maior alta do Índice Bovespa no pregão desta
terça-feira.
Os papéis da Brasil Foods (BRFS3, +2,20%, R$ 26,01) também fecharam a
sessão entre as maiores valorizações do Ibovespa, em meio aos rumores
de que o acordo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)
com a BR Foods sobre a fusão entre Sadia e Perdigão está próximo de
chegar ao seu final, com a aprovação do negócio devendo ser anunciada
nesta quarta-feira (13).
Agenda
No Brasil, a divulgação do IPC (Índice de Preço ao Consumidor) pela
Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apontou variação
positiva dos preços de 0,19% na primeira quadrissemana de julho. Já o
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou a
Pesquisa Mensal do Comércio, que apontou avanço de 0,6% nas vendas do
setor varejista em maio.
Além disso, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socieconômicos) apontou que a cesta básica encerrou o primeiro
semestre em alta em 15 das 17 capitais analisadas.
Nos EUA, o déficit na balança comercial norte-americana avançou no mês
de maio em relação a abril, ficando acima do teto estimado por
analistas.
Dólar
O dólar comercial fechou praticamente estável nesta terça-feira, com
leve queda de 0,06%, cotado a R$ 1,581. Já o dólar Ptax, que
referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$
1,5765 na compra e a R$ 1,5773 na venda, queda de 0,15% em relação ao
fechamento anterior, quando ficou na compra a R$ 1,5788 e a R$ 1,5796
na venda.
Bolsas Internacionais
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia
norte-americanas, fechou em baixa de 0,74% e atingiu 2.782 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 0,47% a
12.447 pontos, da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500
principais empresas norte-americanas, caiu 0,44% a 1.314 pontos.
Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou baixa de
1,02% e atingiu 5.869 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da
bolsa de Paris desvalorizou-se 0,88% chegando a 3.774 pontos e o DAX
30, da bolsa de Frankfurt, caiu 0,78% a 7.174 pontos.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos
fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta
terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de
12,48%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais
líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento
anterior, a 136,61% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 14 pontos-base, aos 177 pontos.
Confira a agenda da próxima sessão
Não haverá a divulgação de indicadores relevantes no Brasil.
Já nos EUA, serão apresentados o Export Prices e o Import Prices do
mês de julho, o relatório semanal de Estoques de Petróleo
norte-americano. Além disso, os investidores acompanharão o discuirso
do presidente do Fed, Ben Bernanke, à espera da ata da última reunião
de política monetária do Federal Reserve, a ser revelada pelo Fomc
(Federal Open Market Committee).
Ainda no cenário norte-americano, o Departamento de Tesouro do país
fornecerá os dados de junho do Tresury Budget (orçamento
governamental).
Fonte: InfoMoney
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