norte-americana, apontada pelo presidente do Federal Reserve, Ben
Bernanke, aliado à dados animadores sobre o PIB (Produto Interno
Bruto) da China, impulsionaram uma forte alta no Ibovespa na última
quarta-feira (13), que fechou com valorização de 1,37%, aos 60.532
pontos, após seis sessões de quedas consecutivas.
O otimismo do mercado ofuscou notícias vindas da Zona do Euro, com a
agência de classificação de risco Fitch reduzindo o rating para os
títulos de longo prazo do governo grego.
No entanto, para o analista técnico da Investor, Marlo Barcelos, a
Europa não deve sair do foco, mesmo com as notícias dos últimos dias -
entre ela o rebaixamento do rating da Irlanda e Portugal -, já
precificadas pelo mercado. "O foco continua sendo a Europa. Se o dia
estiver ruim lá, volta a prejudicar aqui. O cenário ainda é mais
negativo que positivo", explica.
Além disso, a notícia de que a Moody's colocou o rating dos EUA em
revisão para possível downgrade, anunciada após o fechamento do pregão
da véspera, pode ser mais uma interferência para os mercados na
sessão. Contudo, na opinião do professor de mercado financeiro da
Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, suas consequências tendem
a ser atenuadas pela expectativa de novo estímulo à economia,
apontado por Bernanke.
"A notícia da Moody's sobre o rating norte-americano pode criar um
clima de dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos em honrar as
suas dívidas. Apesar disso, uma coisa deve atenuar a outra e esta
revisão pode servir como uma pressão para que que o país finalmente
decida sobre o teto da dívida", afirma Leite.
Expectativa de alta
Diante deste cenário, Barcelos aposta em mais uma sessão de alta em
consequência de um repique técnico acentuado, por conta das seguidas
quedas. "Houve desvalorização muito rápida e seguida. Em consequência
disso, a bolsa pode chegar a 62.000 pontos, sustentando altas nos
próximos dias", afirma.
Dados econômicos e balanços corporativos
A sessão traz ainda uma agenda econômica bastante carregada nos
Estados Unidos, com destaque para os indicadores sobre preços ao
produtor e pedidos de auxílio desemprego. Para Barcelos, esses dados,
aliados aos resultados dos balanços corporativos em andamento nos EUA,
podem pesar na bolsa. Apesar disso, mesmo que esses dados não venham
tão satisfatórios, não devem ser suficientes para reverter a tendência
do índice.
Fonte: InfoMoney
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