08/08/2011

Dólar sobe 1,96%, maior alta em mais de um ano e vai a R$ 1,613

O dólar comercial fechou no azul nesta sexta-feira (5). A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,613 para venda, com alta de 1,96%. É a maior alta do dólar desde 6 de maio de 2010 (quando subiu 2,95%).

O nervosismo nos mercados internacionais empurrou o dólar acima de R$ 1,60, fazendo o Banco Central (BC) diminuir a intervenção no mercado de câmbio. É a primeira vez desde 24 de junho que a moeda fecha acima de R$ 1,60.

O BC fez apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista nesta segunda-feira, às 16h24, praticamente no final das operações. Nas últimas semanas, eram realizados dois leilões diários.

Em entrevista à Reuters, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, afirmou no entanto que a política de intervenção do BC não muda.

"O Banco Central se pauta pela atuação em relação a fluxo... No curto prazo, a gente vai fazendo um, dois, três ou nenhum leilão, dependendo daquilo que a gente está vendo dentro do objetivo nosso de longo prazo de manter a liquidez em nível adequado", disse Mendes, também descartando o risco de uma disparada similar à de 2008 no dólar.

"Não vejo risco (de disparada do dólar no Brasil). Vejo o comportamento do real absolutamente em linha com as moedas pares no resto do mundo."

Os comentários do BC ecoam os do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que na quinta-feira passada disse não acreditar em um "overshooting" do dólar.

Em 2008, o dólar também chegou a ser cotado abaixo de R$ 1,60, mas a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers e o o estouro da crise financeira internacional fizeram a moeda disparar para R$ 2,50 em poucos meses.

A origem da atual turbulência é a preocupação dos investidores com a possibilidade de uma nova recessão nas principais economias, que pode dificultar a rolagem das dívidas cada vez maiores dos Estados Unidos e dos países europeus.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota da dívida dos Estados de "AAA" para "AA+" na sexta-feira e ameaçou fazer novos cortes no futuro caso o país não apresente bons resultados na questão fiscal.

(Com informações de Reuters)

Fonte: Uol

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