SÃO PAULO – Na esteira dos ganhos registrados na véspera, quando o Ibovespa fechou em alta de 5,09%, a 51.150 pontos - seu maior avanço diário desde 29 de outubro de 2009 -, a sessão desta quarta-feira (10) deve ser marcada por mais um dia de recuperação das fortes quedas registradas nas sessões anteriores.
Apesar disso, o clima de instabilidade não deve ter fim no curto prazo, contribuindo, na opinião do analista da Um Investimentos, Eduardo Oliveira, para a grande volatilidade no decorrer da sessão. "Se o mercado continuar na esteira positiva, deve ser mais um dia de recuperação. Porém, em tempos de crise, fica muito difícil prever como será o desempenho do índice", opina o analista.
O mesmo cenário volátil foi acompanhado pelos investidores na última sessão, quando, apesar de o Ibovespa já ter aberto com alta superior a 1%, o índice reduziu o ganho a 0,21%, por volta de 15h (horário de Brasília), após o resultado da reunião do Fomc (Federal Open Market Committe). Ao final da reunião, apesar de não ter sido definido novos estímulo ao país, como esperavam alguns investidores, seus membros afirmaram que o país possui ferramentas disponíveis para garantir uma recuperação mais forte nos Estados Unidos.
"Alguns esperavam um comunicado mais fortes em relação a novos estímulos, o que não ocorreu. No entanto, além de definirem a taxa de juro, os membros também comentaram que estão vigiando a economia e que tem ferramentas para agir, caso necessário. Isso foi o ponto que ajudou aos que esperavam um comunicado que tivesse alguma coisa diferente. Com isso, as ações se seguraram e o mercado acabou fechando nas máximas do dia", avalia Oliveira.
Cenário interno segue em segundo plano
Mais uma vez o foco da sessão deverá ser o mercado externo, com os notíciários norte-americanos ganhando destaque na atenção dos investidores. Porém, na falta de noticiários por lá, a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preço - Mercado) de agosto pode ganhar espaço nos primeiros momentos do pregão. No mesmo sentido, os indicadores econômicos norte-americanos, com destaque para os estoques no atacado e resultado fiscal do Treasury, só ganharão foco na ausência de notícias sobre o desempenho da economia por lá, na opinião de Eduardo Oliveira.
Além disso, os investidores devem acompanhar uma agenda extensa de resultados corporativos, com a repercussão dos balanços divulgados após o fechamento da última sessão, além da empresas previstas para apresentarem seu desempenho nesta quarta. São elas: ALL (ALLL3), Amil (AMIL3), Banco do Brasil (BBAS3), Bematech (BEMA3), BM&F Bovespa (BVMF3), Eternit (ETER3), Even (EVEN3), Kroton (KROT11), MMX (MMXM3), MRV (MRVE3), TAM (TAMM4) e UOL (UOLL4).
Fonte: InfoMoney
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